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Thread poster: Bruno Fonseca
CCB - Vasco Graça Moura

Bruno Fonseca  Identity Verified
Portugal
Local time: 00:08
Member (Feb 2012)
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Feb 3

Olá colegas!

Bem sei que o assunto já foi apresentado, analisado, debatido, menosprezado por uns, exarcebado por outros.
Na verdade, por, tal como outras pessoas, acreditar que a língua apresenta uma especificidade cultural da qual temos muita relutância em abdicar, apraz-me ver autores consagrados defenderem de forma tão grandiosa a não utilização do famigerado Acordo Ortográfico.
Assim, penso que iniciativas como esta tomada pelo Vasco Graço Moura, pelo Sousa Tavares na sua crónica semanal, entre outras, poderão (nunca se sabe!) criar o efeito desejado.
Devo andar nuito distraído pois com tanta discussão só hoje fiquei a saber duas coisas muito importantes:
1- Angola e Moçambique ainda não ratificaram o acordo (não sou jurista, no entanto penso que para um contrato entrar em vigor entre diversas partes, todas elas têm de assinar certo?)
2- Ainda que o Acordo esteja em vigor apesar do ponto precedente, existe um período de transição até ao último dia de 2014.
Aonde quero chegar com isto tudo? A lugar algum, não fosse eu português, apenas quis partilhar com os colegas que, e ainda que provisórias, existem alternativas.
Um excelente fim de semana a todos
Cordialmente
Bruno


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Sindia Alves  Identity Verified
Portugal
Local time: 00:08
Member (2011)
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Gostei Feb 3

Bons reparos, por acaso vi a reportagem na televisão há bocado e é bom ver que temos alternativas, e podemos adotá-las (ou será adoptá-las??) ou não.

Penso que não poderemos escolher por uma questão de gosto, mas sim de convicção!


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Bruno Fonseca  Identity Verified
Portugal
Local time: 00:08
Member (Feb 2012)
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Bom dia Sindia! Feb 4

convicção exactamente, penso que iniciativas como as do Vasco Graça Moura são realmente de louvar, até porque acredito (e poderei estar enganado) de que o AO tem mais detractores que seguidores, e se assim for, até ao lavar dos cestos é vendima...
Agradeço a tua participação
Bruno


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Ana Vozone  Identity Verified
Portugal
Local time: 00:08
Member (2010)
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Também gostei! Feb 4

Acho muito bem que quem tem alguma projecção faça ouvir a voz de tantos!

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Carla Guerreiro  Identity Verified
France
Local time: 01:08
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Pois eu não concordo! Feb 4

Independentemente do facto de estar ou não de acordo com este acordo, acho que a atitude desse senhor revela uma grande prepotência.

Ele não gosta do acordo ortográfico? Tem todo o direito. Agora, quando a resistência se transforma em prepotência, desculpem lá, mas aí está tudo estragado. A legislação existe e é um facto consumado, apesar do período de transição. Por isso, quem é ele para infringir a legislação só porque lhe dá na real gana?

Ora aqui estáa legislação:
Nos termos da alínea g) do artigo 199.º da Constituição,
o Conselho de Ministros resolve:
1 — Determinar que, a partir de 1 de Janeiro de 2012,
o Governo e todos os serviços, organismos e entidades sujeitos aos poderes de direcção, superintendência e tutela
do Governo aplicam a grafia do Acordo Ortográfico da
Língua Portuguesa, aprovado pela Resolução da Assembleia
da República n.º 26/91 e ratificado pelo Decreto do
Presidente da República n.º 43/91, ambos de 23 de Agosto,
em todos os actos, decisões, normas, orientações, documentos,
edições, publicações, bens culturais ou quaisquer
textos e comunicações, sejam internos ou externos, independentemente
do suporte, bem como a todos aqueles que
venham a ser objecto de revisão, reedição, reimpressão ou
qualquer outra forma de modificação.
2 — Determinar que, a partir de 1 de Janeiro de 2012,
a publicação do Diário da República se realiza conforme
o Acordo Ortográfico.
3 — Determinar que o Acordo Ortográfico é aplicável
ao sistema educativo no ano lectivo de 2011 -2012, bem
como aos respectivos manuais escolares a adoptar para esse
ano lectivo e seguintes, cabendo ao membro do Governo
responsável pela área da educação definir um calendário
e programa específicos de implementação, sem prejuízo
do disposto no número seguinte. 5 — Determinar que cada departamento governamental
deve desenvolver iniciativas de informação e de sensibilização
e assegurar a divulgação de conteúdos no respectivo
sítio da Internet, para esclarecimento da aplicação do
Acordo Ortográfico.
6 — Para os efeitos dos números anteriores, adoptar
o Vocabulário Ortográfico do Português e o conversor
ortográfico Lince, disponíveis no sítio da Internet
www.portaldalinguaportugue​sa.org e nos respectivos sítios
da Internet dos departamentos governamentais.
7 — Determinar a criação de uma rede de pontos focais
para acompanhamento da aplicação do Acordo Ortográfico
composta por representantes nomeados pelos membros do
Governo responsáveis pelas seguintes áreas:
a) Negócios estrangeiros;
b) Finanças;
c) Procedimento legislativo;
d) Educação;
e) Ensino superior;
f) Cultura;
g) Assuntos parlamentares.
Presidência do Conselho de Ministros, 9 de Dezembro
de 2010.

Pois já que é assim, também eu vou recusar-me a pagar portagens e , quando for a um restaurante, faço um desconto a mim própria, pois também não concordo com o aumento do IVA. Afinal, para não cumprir uma lei basta não concordar com ela e o meu voto vale o mesmo do que o voto desse senhor.

Agora a sério: o cidadão Vasco Graça Moura pode pensar o que quiser sobre o acordo ortográfico, mas o Presidente do CCB - uma instituição pública - tem que cumprir a legislação. E "mainada".

E com esta dou por finda a minha participação neste debate.


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MLeiria  Identity Verified
Portugal
Local time: 00:08
Member (2005)
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CCB - Vasco Graça Moura Feb 4


Carla Guerreiro wrote:

Agora a sério: o cidadão Vasco Graça Moura pode pensar o que quiser sobre o acordo ortográfico, mas o Presidente do CCB - uma instituição pública - tem que cumprir a legislação. E "mainada".



Na verdade, o CCB é uma entidade privada e não pública, pelo que a Resolução do Conselho de Ministros indicada não se aplica.

[Edited at 2012-02-04 15:47 GMT]


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Carla Guerreiro  Identity Verified
France
Local time: 01:08
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Entidade privada de utilidade pública Feb 4


MLeiria wrote:


Na verdade, o CCB é uma entidade privada e não pública, pelo que a Resolução do Conselho de Ministros indicada não se aplica.

[Edited at 2012-02-04 15:47 GMT]


O CCB é uma entidade privada de utilidade pública e, que eu saiba, o Vasco Graça Moura foi nomeado pelo governo. Logo, a fronteira entre o público e o privado não é assim tão nítida. Por isso, pergunto-me até que ponto ele pode fazer o que lhe dá na real gana. Ele já tem idade para deixar de fazer birras e de se armar em puto mimado.

[Editado em 2012-02-04 16:35 GMT]


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Teresa Borges
Belgium
Local time: 01:08
Member (2007)
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Talvez seja útil recordar o que diz Feb 5

o Segundo Protocolo Modificativo ao Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, feito e assinado em São Tomé a 25 de Julho de 2004:

"A República de Angola, a República Federativa do Brasil, a República de Cabo Verde, a República da Guiné-Bissau, a República de Moçambique, a República Portuguesa, a República Democrática de São Tomé e Príncipe e a República Democrática de Timor- Leste:
Considerando que, até à presente data, o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, assinado em Lisboa, a 16 de Dezembro de 1990, ainda não pôde entrar em vigor por não ter sido ratificado por todas as partes contratantes;
Tendo em conta que, desde a IV Conferência de Chefes de Estado e de Governo da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), ocorrida em Brasília a 31 de Julho e 1 de Agosto de 2002, se adoptou a prática, nos Acordos da CPLP, de estipular a entrada em vigor com o depósito do terceiro instrumento de ratificação;
Recordando que, em 2002, por ocasião da IV Conferência de Chefes de Estado e de Governo, a República Democrática de Timor-Leste aderiu à CPLP, tornando-se o oitavo membro da Comunidade;
Evocando a recomendação dos Ministros da Educação da CPLP que, reunidos, em Fortaleza, a 26 de Maio de 2004, na V Reunião de Ministros da Educação, reiteraram ser o Acordo Ortográfico um dos fundamentos da Comunidade e decidiram elevar, à consideração da V Conferência de Chefes de Estado e de Governo da CPLP, a proposta de se aprovar o Protocolo Modificativo ao Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa que, além de permitir a adesão de Timor-Leste, define a entrada em vigor do Acordo com o depósito dos instrumentos de ratificação por três países signatários;
DECIDEM as partes:
1. Dar a seguinte nova redacção ao Artigo 3 do Acordo Ortográfico:
Artigo 3º
"O Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa entrará em vigor com o terceiro depósito de instrumento de ratificação junto da República Portuguesa".
2. Acrescentar o seguinte artigo ao Acordo Ortográfico:
Artigo 5º
"O presente Acordo estará aberto à adesão da República Democrática de Timor-Leste".
3. Estabelecer que o presente Protocolo Modificativo entrará em vigor no primeiro dia do mês seguinte à data em que três Estados membros da CPLP tenham depositado, junto da República Portuguesa, os respectivos instrumentos de ratificação ou documentos equivalentes que os vinculem ao Protocolo."

Ora, até à data, e tanto quanto sei, quatro Estados signatários do Acordo depositaram os instrumentos de ratificação do Acordo e do II Protocolo Modificativo: Brasil, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe e Portugal.
Parece-me, pois, que o Acordo Ortográfico de 12 de outubro de 1990 se encontra em pleno vigor nesses quatro Estados.


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CristinaPereira  Identity Verified
Portugal
Local time: 00:08
Member (2005)
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Também concordo Feb 6

O Vasco Graça Moura fez muito bem e, como já aqui ouvi dizer, tudo é útil que se faça conta o (des)Acordo, ainda mais vindo de pessoas com esta projecção. Aliás, ele nem sequer infringiu a lei, limitou-se a retirar os correCtores que lá tinham instalado, pois o prazo ainda não terminou. Iniciativas como esta dão esperança a quem é contra o acordo, como assumidamente sou. Se não servir de nada, pelo menos o meu aplauso ao Vasco Graça Moura.

Cristina


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Carla Guerreiro  Identity Verified
France
Local time: 01:08
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A questão não está no acordo, mas na legislação Feb 7


CristinaPereira wrote:

O Vasco Graça Moura fez muito bem e, como já aqui ouvi dizer, tudo é útil que se faça conta o (des)Acordo, ainda mais vindo de pessoas com esta projecção. Aliás, ele nem sequer infringiu a lei, limitou-se a retirar os correCtores que lá tinham instalado, pois o prazo ainda não terminou. Iniciativas como esta dão esperança a quem é contra o acordo, como assumidamente sou. Se não servir de nada, pelo menos o meu aplauso ao Vasco Graça Moura.

Cristina


Lamento, Cristina, mas não concordo consigo.
Porquê? Porque a questão não está no facto de se ser anti ou pró-acordo, mas na legislação e, sobretudo, no facto do Vasco Graça Moura ter sido nomeado pelo governo. A legislação está aí, apesar do período de transição até 2014 (e isso dá-lhe margem de manobra). Por isso, quem é esse senhor para infringir a legislação em vigor? Afinal, basta ser contra uma lei para a infringirmos??? Mas já chegámos à Madeira ou quê????? Assim, sendo, também não vou pagar portagens nem o aumento do IVA, pois sou contra!!!

Tenho dito!!!


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Galina Mitrohovitch  Identity Verified
Portugal
Local time: 00:08
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Sou contra o AO, mas Feb 7

...concordo com Carla a 100%. A lei é para todos.


Carla Guerreiro wrote:

Independentemente do facto de estar ou não de acordo com este acordo, acho que a atitude desse senhor revela uma grande prepotência.
...
Pois já que é assim, também eu vou recusar-me a pagar portagens e , quando for a um restaurante, faço um desconto a mim própria, pois também não concordo com o aumento do IVA. Afinal, para não cumprir uma lei basta não concordar com ela e o meu voto vale o mesmo do que o voto desse senhor.

Agora a sério: o cidadão Vasco Graça Moura pode pensar o que quiser sobre o acordo ortográfico, mas o Presidente do CCB - uma instituição pública - tem que cumprir a legislação. E "mainada".


EXPRESSO, 4 de Fevereiro de 2012

"MNE diz que "acordo é para cumprir"

A tomada de posição de Vasco Graça Moura não foi bem acolhida no Ministério dos Negócios Estrangeiros, que negociou o acordo ortográfico. "Uma coisa são opiniões pessoais, que são muito respeitáveis, outra são deveres institucionais e a Fundação Centro Cultural de Belém tem capitais públicos", afirmou ao Espresso fonte do MNE. "O estado português tem obrigações e deu instruções que a partir de 1 de Janeiro de 2012 todas as suas instituições, ou aquelas em que está presente, passassem a utilizar a ortografia consagrada no acordo. Ele é para cumprir".
O cardo ortográfico foi consagrado num Tratado Internacional em 1990 e depois de várias vicissitudes foi ratificado por todos os países de língua portuguesa, exceto Angola e Moçambique".

Relacionada com isso, surge a seguinte pregunta.
Algumas agências já informaram que, se for exigido pelo cliente, a tradução deverá ser feita de acordo com o AO. Os tradutores, desejosos de continuar a vindima, como procedem? Recusam os trabalhos? Desobedecem? Só que Vasco Graça Moura terá o seu salário garantido, e nós não.


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Carla Guerreiro  Identity Verified
France
Local time: 01:08
French to Portuguese
+ ...
AO e trabalhos de tradução Feb 7


Galina Mitrohovitch wrote:

Relacionada com isso, surge a seguinte pregunta.
Algumas agências já informaram que, se for exigido pelo cliente, a tradução deverá ser feita de acordo com o AO. Os tradutores, desejosos de continuar a vindima, como procedem? Recusam os trabalhos? Desobedecem? Só que Vasco Graça Moura terá o seu salário garantido, e nós não.




Ora aí está! Palavras para quê?


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CristinaPereira  Identity Verified
Portugal
Local time: 00:08
Member (2005)
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Mais umas achegas Feb 7

Penso que não vale a pena estarmos a repetir-nos, pelo que já dei a minha opinião e mantenho-a. Obviamente que, regra geral, esta questão é dividida entre os que são pró-acordo e anti-acordo, por muito que seja alvitrada a questão de a legislação estar a ser cumprida ou não.

Quanto à questão suscitada pela Galina:

"Relacionada com isso, surge a seguinte pregunta.
Algumas agências já informaram que, se for exigido pelo cliente, a tradução deverá ser feita de acordo com o AO. Os tradutores, desejosos de continuar a vindima, como procedem? Recusam os trabalhos? Desobedecem? Só que Vasco Graça Moura terá o seu salário garantido, e nós não."

Há uma terceira opção: aceitar, dizendo cobras e lagartos (esta parte é facultativa). Uma coisa não tem nada a ver com a outra. Esta questão não afecta só os tradutores, mas sim todos os profissionais que trabalham com a língua, como, por exemplo, jornalistas, professores, etc. E há muita gente obrigada a escrever de acordo com o AO que não o aprova. E então? É verdade, nem todos somos Graças Mouras e temos de ganhar o nosso pão, mas nada nos impede de "continuar a vindima". Aliás, as agências portuguesas com que trabalho já avisaram em Janeiro que é para seguir o AO. Já escrevi desta famigerada forma e só agora fiquei a saber que Angola e Moçambique não o ratificaram (mais aplausos!). Só tenho pena porque faço algumas traduções para estes mercados com o AO e imagino como ficam horrorizados (tal como eu ficaria) ao ver o meu trabalho...


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oxygen4u  Identity Verified
Portugal
Local time: 00:08
English to Portuguese
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Mais achas para a fogueira Feb 8

Para além deste artigo que saiu hoje no Diário de Notícias e que aqui partilho

http://www.dn.pt/inicio/opiniao/interior.aspx?content_id=2290678&seccao=Vasco Gra%E7a Moura&tag=Opini%E3o - Em Foco&page=1

queria apenas dizer que enquanto mãe/educadora acho que todo este processo do AO foi muito mal conduzido desde o início (o que nasce torto tarde ou nunca se endireita) e que apesar de andarmos a falar nisto há "séculos", a desinformação continua a ser tanta, que o meu filho mais velho, que está no 8º ano, chegou a casa todo feliz e disse "Isto agora é que é fixe! Os profs nem sequer marcam erros porque ninguém percebe nada aquilo!"

Lamentável!...


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Inga Petkelyte  Identity Verified
Portugal
Local time: 00:08
Portuguese to Lithuanian
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Viva a língua portuguesa ! Feb 8

Pois, fiquei também contente por haver vozes bem ouvidas que se pronunciam contra uma imposição sem quaisquer fundamentos nem lógica.

Leis ?? Pelo que que eu saiba, a pena de morte bem estava nas leis de vários países, e onde está hoje ? Não foi Portugal a tomar a iniciativa de extinguir esta pena de todo ?

Pois bem, a legislação não é algo estático mas apenas um instrumento de organização da sociedade. E se traz mais confusão para a sociedade do que organização, uma lei dessas deve ser revista.

Já agora - se uma lei impôr a todos os cidadãos comunitários tornarem-se vegetarianos, como uma peticionária sugeriu à UE, proibindo o consumo de carne vermelha e de branca, de peixe e mesmo de ovos ? Também seguiam cegamente, sem pensar, a letra da lei?

Graças a Deus, não tenho agências portuguesas entre os meus clientes e os tribunais nacionais bem aceitam a escrita "à portuguesa".


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