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shale coarse

Portuguese translation: xisto grosso

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GLOSSARY ENTRY (DERIVED FROM QUESTION BELOW)
English term or phrase:shale coarse
Portuguese translation:xisto grosso
Entered by: Alvaro Neder, Ph.D.
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20:29 Mar 7, 2007
English to Portuguese translations [PRO]
Art/Literary - Architecture
English term or phrase: shale coarse
Alguém saberia os ignificado de shale coarse?E tb "festoon"?Obrigada desde já
ale_07
xisto grosso
Explanation:
veja como este serviço especializado traduz correspontendemente coarse como grosso; shale é xisto.

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oops : )

http://209.85.165.104/search?q=cache:P3AFnNr14CMJ:www.sbgeo....

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Prancha 1 - Foto 1 Quarlzo-arcnito grosso; grãos de quartzo monocristaüno e policristaüno (Am. 10B. NX); Foto 2. Detalhe de mil grão de sílex (Am. 154. NX); Foto 3. Sublitarenito fino a médio; grãos de quartzo, microclínio alveolado e alterado e fragmentos de rochas alteradas (Am. 82A. NX); Foto 4. Sublitarenito médio; grãos de quartzo e de feldspato e fragmentos de rochas alteradas; os fragmentos de rochas são compostos por arenito muito fino, siltito, fdito e ardósia (Am. SOE. NX);Foto 5. Fragmento de gnaisse alterado, constituído por quartzo e feldspato e biotita alterados (Am. 76A. NX); Foto 6. Fragmento de xisto composto por quartzo e mtiscovita (Am. 172. NX)Plate l - Pholo 1. Coarse quartzarei.ile; monocrystalline and polycristalline quarlz grains (Sample 10B. NX); Photo 2. Detail of a chert grain (Sample 154.NX); Pholo 3. Fine to médium sublitharenite; grains of quartz, honeycotnbed and altered microcline, and altered rock fragments (Sample 82A. NX); Photo 4. Médium sublitharenite; grains of quartz and of altered feldspar and rock frngments; rock fragments are very fine sandstone, siltstone, phyllite and slate (Sample 8OE. NX); Photo 5. Altered gneiss fragment, constituted by quartz, and altered feldspar and biotite (San.ple 76A. NX); Photo 6. Schist fragment composed of qiiarlz and muscovite (Sample 172. NX)130
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Revista Brasileira de Geocicncias, Volume 21, 1991Pranclia2 -Foto 7. Fragmento de filito composto por quartzo e muscovita (Am. 172. NX); Foto 8. Arenito fino contendofragmento de ardósia caracterizado por minerais micáceos orientados (Am. 80B2. NX); Foto 9. Fragmento de litareuitocomposto por quartzo e vários fragmentos de rochas (Am. 172. N //); Foto 10. Fragmento de folhelho caracterizado por disposição caótica de minerais (Am. 172. N//); Foto 11. Fragmento de xisto alterado e compactado formando pseiidomatriz (Am. 232. NX); Foto 12. Diamictito; grãos de quartzo maiores, dispersos em matriz argilo-micácca e siltosa (Am. 58. N//) Plate 2 - Photo 7. Phyllite fragment composed of quartz and inuscovite (Saniple 172. NX); Photo 8. Fine sandstone with slate fragment characlerized by oricnted niicaceous minerais (San.ple 80B2. NX); Photo 9. Litharenite fragment composed of quartz and various rock fragments (Saniple 172. N //); Photo10. Shale fragment characterized by chaotic disposition of minerais (Saniple 172. N //); Photo 11. Altered and cotnpacted schist fragment forming pseudomntrix (Saniple 232. NX); Photo 12. Diamictite; large qiiartz grains disperscd in niicaceous clayey and silty matrix (Sample 58. N //)131
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Revista Brasileira de Gcociências, Volume 21, 1991Figura 3 - Diagramas QFL e QmFLt mostrando a composição mineralógica das suítes de arenitos derivados dos diferentes tipos de proveniência (modificado de Dickinson & Suczek 1979): CE. cráton estável; SE. embasamento soerguido; AA. arco magmático arrasado; AN. arco magmático não-arrasadoFigure 3 - QFL and QmFLt diagrams showing the mineralogic composition for sandstone suiles derived from different types of provenances (modified froin Dickinson & Suczek 1979): CE. cráton stable; SE. uplifted basement; AA. dissected magmatic are; AN. undissected magmatic aredos grãos. Uma técnica especial de contagem, o método Gazzi-Dickinson (Gazzi 1966, Dickinson 1970), utilizado neste trabalho, reduz o efeito da variação granulométrica. O critério básico deste método para contagem de grãos de arcabouço consiste na separação dos fragmentos líticos gros- sos (cristal individual > 0,062 min) dos fragmentos líticos finos (cristal individual < 0,062 mm, Zuffa 1980). Este método difere do tradicional no que se refere à contagem dos grãos monominerálicos e dos grãos poliminerálicos (com cristaisindividuais > 0,062 mm), uma vez que estes últimos não são contados como fragmento lítico, sendo considerado ape- nas o cristal centrado no retículo. Assim, por exemplo, frag- mentos de rochas platónicas podem ser contados como grãos de quartzo, feldspato ou mica, conforme a posição do retículo sobre o fragmento. Quando, no caso de fragmentos de rochas contendo cristais de tamanho de areia dispersos em matrizfina, o retículo estiver centrado em um dos cristais, será considerado esse elemento na contagem, mas, se o retículo estiver centrado na matriz, será considerado o fragmento de rocha na contagem. Em outros casos, ainda, fragmentos de rochas vulcânicas com tamanho de areia, inclusos em umfragmento de rocha sedimentar maior, podem ser classificados como fragmentos de rochas vulcânicas, em vez de fragmentos de rochas sedimentares. Utilizando-se o método tradicional, com o decréscimo no tamanho dos grãos, há uma diminuição da quantidade de fragmentos líticos. Ó método Gazzi-Dickinson é baseado so- mente na composição, de tal sorte que os resultados não são influenciados pelo tamanho dos grãos modificados pela frag- mentação. Ingersoll et al. (1984) verificaram que este método possui vantagens sobre o método tradicional na determinação de composição modal, com o objetivo de diferenciar as rochas- matrizes. As vantagens são: 1. resultados mais uniformes são adquiridos em amostras com granulometrias variáveis, in- clusive em amostras mal selecionadas; 2. não são necessárias contagens nas diferentes frações das amostras para a compa- ração; e 3. contagens são mais rápidas e com poucas ambi- guidades, especialmente para arenitos mal selecionados e alterados. A tabela l apresenta a composição mineralógica, segundo contagem pelo método Gazzi-Dickinson, dos arenitos estu- dados. Estas rochas são classificadas, segundo o esquemaproposto por Folk (1968), principalmente como subarcóseos, subordinadamente como quartzo-arenitos e raramente comosublitarenitos. TIPOS DE PROVENIÊNCIA Baseado no ambientetectônico, Dickinson & Suczek (1979) classificaram as pro- veniências em três grandes grupos: bloco continental, arco magmático e reciclagem orogênica, cada um desses pode ser dividido em subgrupos (Fig. 3). A tabela 2 mostra os principaistipos de proveniência em ambiente tectônico e apresenta as composições das areias resultantes. Bloco continental O bloco continental, como área fon- te, pode apresentar-se como cráton estável (ou plataforma) e como embasamento falhado. Cráton estável Os sedimentos derivados de cráton estávelsão depositados sobre o próprio cráton ou ao longo das mar- gens continentais rifteadas. Os arenitos são caracterizados pela presença de grande quantidade de quartzo e de poucos fragmentos líticos. Estes arenitos são mais maturos e refletemsua derivação a partir de complexos cristalinos cratônicos e de rochas sedimentares existentes sobre a plataforma. São tipicamente policíclicos e podem conter mais de 95% de quartzo monocristalino. Os fragmentos líticos podem ser de- rivados de arcos magmáticos antigos ou de complexos me- tamórficos, com suas raízes expostas em área de cráton. O feldspato potássico é bastante resistente ao intemperismo e sua presença reflete a derivação a partir de rochas graníticas, embora possa ter sofrido reciclagem. Uma diminuição na maturidade dos arenitos derivados do bloco continental é indicativa de que as coberturas sedimentares foram retiradas, expondo as rochas do embasamento. Embasamento soerguido Os arenitos derivados de rochas do embasamento soerguido são dominantemente feldspáticos e se acumulam em bacias lineares adjacentes. Estes arcóseos constituem depósitos pouco extensos associados a falhamen- tos em blocos ou constituem depósitos residuais sobre emba- samento granítico. Podem ocorrer também arenitos líticos132
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Revista Brasileira de Geociências, Volume 21, 1991Tabela 1 - Composição mineralógica dos arenitos do Subgrupo Itararé Table 1 - Mineralogic composition of the Itararé Subgroup sandstones133
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Revista Brasileira de Geociências, Volume 21, 1991Notas: QM = quartzo monocristalino; QP - quartzo policristalino; SX = sílex; FK = feldspato potássico; PL = plagioclásio; LM= fragmentos de rochas metamórficas; LS = fragmentos de rochas sedimentares; LV = fragmentos de rochas vulcânicas; t = traços; - -= nião encontrado; arg. = argila; st = quartzo e feldspato na granulometria de silte; fe = limonita e/ouhematita; Si - sílica 134Tabela 1 - Continuação Table l - Continues
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Revista Brasileira de Geociências, Volume 21, 1991 derivados de cobertura sedimentar e de rochas metamórficas da área fonte.Arco magmático Arcos orogênicos ativos ou margens continentais ativas constituem áreas fontes de arenitos tipica- mente imaturos e ricos em fragmentos líticos.Arco magmático não-arrasado Oarconão-arrasado(arco vulcânico) fornece abundantes fragmentos vulcânicos finos e plagioclásios e menor quantidade de quartzo de origem vul- cânica. Os sítios de deposição incluem bacias em fossa, bacias de antearco, bacias de retroarco e bacias locais dentro de cinturão vulcânico.Arco magmático arrasado O arco arrasado, no caso de arco continental, fornece detritos de rochas plutônicas e rochas vulcânicas remanescentes às bacias de retroarco e de antearco. Por isso, a composição mineralógica dos detritos é similar à dos arenitos derivados de regiões cratônicas soerguidas, em- bora com grande abundância de plagioclásios e fragmentos vulcânicos.Reciclagem orogênica As sequências sedimentares deformadas e soerguidas nas zonas de subducção, ao longo de faixas de colisão ou dentro de cinturões de dobramento e empurrão, constituem as áreas fontes de sedimentos ca- racterizados pela abundância em quartzo e em fragmentos líticos sedimentares e metassedimentares.Complexo de subducção O complexo de subducção con- siste de abundantes rochas metassedimentares e ofiólitos; portanto, fornece muitos fragmentos de sílex e de rochas sedimentares e metassedimentares para as bacias de antearco e para as fossas adjacentes.Faixa de colisão A faixa de colisão é constituída por nappes e lençóis de empurrão com rochas sedimentares e metassedimentares, bem como ofiólitos deformados. Esses materiais servem de rochas-matrizes aos sedimentos que preenchem as bacias oceânicas remanescentes, as bacias in- ternas existentes ao longo da sutura e as bacias de antepaís. Os arenitos mostram quantidade moderada de quartzo, altarazão quartzo/feldspato e riqueza em fragmentos de rochas sedimentares e metassedimentares.Áreas pcricratônicas soerguidas Regiões pericratônicas soerguidas são caracterizadas por cinturões de dobramentos e falhas de empurrão; servem de área fonte para sedimentos que são depositados nas bacias adjacentes de antepaís. Estas bacias recebem sedimentos de embasamento cristalino. Os arenitos são caracterizados pelo alto conteúdo de quartzo, sílex e fragmentos de rochas sedimentares e metassedimen- tares. Alguns arenitos quartzosos assemelham-se, em sua com-posição, aos arenitos derivados de bloco continental. Outros arenitos ricos em sílex assemelham-se àqueles derivados de faixas de colisão e de complexo de subducção.PROVENIÊNCIA DOS ARENITOS DO SUBGRUPO ITARARÉ Para determinar-se a proveniência dos arenitos do Subgrupo Itararé foram utilizadas as propostas de Dickin- son & Suczek (1979) e Dickinson et al (1983), que enfatizama importância do controle tectônico na composição minera- lógica dos arenitos. Assim, os dados da tabela l foram colo- cados nos dois tipos de diagramas triangulares anteriormente tratados, QFL e QmFLt, nos quais cada ponto representa uma amostra definida pelas três variáveis consideradas, definindo deste modo, pela posição no diagrama, as proveniências dos arenitos estudados.Os arenitos ocorrem predominantemente nas porções in- ferior e superior do Subgrupo Itararé e raramente na porção média, de tal modo que as proveniências dos arenitos das porções inferior e superior dessa unidade litoestratigráfíca podemser distintas.Arenitos da porção inferior A figura 4A (QFL) sugere que os arenitos da porção inferior do Subgrupo Itararé são derivados de rochas de cráton estável e de reciclagemorogênica. Neste diagrama, o campo correspondente à proveniência a partir de cráton estável contém 38 amostras, compostas por quartzo-arenitos e subarcóseos. O campo correspondente a arenitos provenientes de rochas de reciclagem orogênica inclui 13 amostras, compostas pre- dominantemente por sublitarenitos e subordinadamente por subarcóseos. A figura 4B (QmFLt) mostra, também, que estes arenitos são fornecidos a partir do cráton estável e de reciclagem orogênica. Devido à menor ou à maior porcentagem de quartzo policristalino em alguns arenitos, duas amostras que no diagrama- da figura 4A estavam no campo de reciclagem orogênica foram deslocadas para o campo de cráton estável na figura 4B, enquanto duas outras amostras que estavam no campo de cráton estável foramdeslocadas para a zona de coalescência entre esses dois campos. Isto significa que estas quatro amostras são deri- vadas de rochas ao mesmo tempo de cráton estável e de reciclagemorogênica.Quartzo-arenitos e subarcóseos derivados de cráton estávelOs grãos do arcabouço desses arenitos são caracterizados por alta porcentagem de quartzo (> 86%), moderada porcentagemde feldspato (< 12%) e poucos fragmentos de rochas (< 4%). O quartzo monocristalino ocorre em quantidades maiores que 79% em todas as amostras, o quartzo policristalino em quan- tidades menores que 8% e o sílex ocorre como traço ou está ausente. Os feldspatos são representados predominantemente por feldspatos potássicos e raramente por plagioclásios. Os fragmentos de rochas são representados por arenito muito fino lamítico, siltito, lamito, xisto fino, filito, ardósia e metabasito. Baseado na alta porcentagem de quartzo e na moderada porcentagem de feldspato potássico e nos tipos de fragmentos de rochas desses arenitos, estes devem ter sido derivados predominantemente de complexos cristalinos de cráton está- vel e parcialmente de rochas metamórficas de baixo grau,135Tabela 2 - Tipos principais de proveniência e as composiçõesde areias resultantes (modificado de Dickinson 1985) Table 2 - Major provenance types and key compositional aspects of derivative sands (inodified from Dickinson 1985)
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Revista Brasileira de Geocíéncias, Volume 21, 1991QmFigura 4 - Diagramas QFL (A) e QmFLt (B) mostrando a composição mineralógica dos arenitos da porção inferior do Subgrupo ItararéFigure 4 - QFL (A) and QmFLt (B) diagrams showing the mineralogic composition of the sandstones from lhe lower part of lhe Itararé Subgrouporiundas de reciclagem orogênica e de coberturas sedimenta- res pré-existentes.Sublitarenitos e subarcóseos derivados de faixas de recicla- gem orogênica Os grãos do arcabouço desses arenitos são caracterizados por alta porcentagem de quartzo (> 79%) e quantidades variáveis de fragmentos de rochas (4 a 16%) e de feldspato (2 a 16%). A quantidade de quartzo policristalino, em geral, é mais alta nesses arenitos, atingindo até 15% e o sílex é raro. Os feldspatos potássicos são mais frequentes que os plagioclásios. Os fragmentos de rochas são representados por rochas afaníticas de origem metamórfica, sedimentar e vulcânica, em ordem decrescente de abundância. Consideran- do-se a alta porcentagem de quartzo, as moderadas a baixas porcentagens de fragmentos de rochas e feldspatos e os raros grãos de sílex e metabasitos, os arenitos devem ter sido derivados predominantemente de rochas metamórficas de bai- xo grau e de rochas sedimentares existentes em áreas peri- cratônicas soerguidas e, em parte, em complexos cristalinos de cráton estável.Arenitos da porção superior Como no caso anterior, a figura 5A (QFL) mostra que os arenitos da porção superior são originados a partir de cráton estável (39 amostras) e de faixas de reciclagem orogênica (6 amostras). Essas rochas são classificadas como quartzo-arenitos, subarcóseos e sublitare- nitos (Tab. 1). A figura 5B (QmFLt) mostra que estes arenitos são também fornecidos a partir do cráton estável e de reci- clagem orogênica, mas apresenta cinco amostras compostas por uma mistura dos dois ambientes.Quartzo-arenitos e subarcóseos derivados de cráton estável A composição mineralógica desses arenitos é semelhante a dos arenitos oriundos de cráton estável da porção inferior do Subgrupo Itararé, são caracterizados por alta porcentagem de quartzo (>85%), moderada porcentagem de feldspatos (< 14% e baixa porcentagem de fragmentos de rochas (< 3%). Frag- mentos vulcânicos não são encontrados nessas amostras. Esses dados indicam que a proveniência desses arenitos é seme- lhante a dos arenitos de cráton estável da parte inferior, porémsema contribuição de rochas vulcânicas.Subarcóseos e sublitarenitos derivados de faixas de recicla- gem orogênica Como pode ser verificado na figura 5A, esses arenitos se situam próximo ao campo de cráton estávelou na zona de transição entre o campo do cráton estável e o de reciclagem orogênica. Esses arenitos são caracterizados por alta porcentagem de quartzo ( > 85%), moderada porcen- tagem de feldspatos (< 11%) e poucos fragmentos de rochas (< 5 %). Os fragmentos vulcânicos também não ocorrem nestes arenitos. Estes dados indicam que essas rochas podem ter se originado a partir de uma mistura de material de reciclagemorogênica e de cráton estável, ou de material de reciclagemorogênica que, sob ação de retrabalhamento prolongado, dimi- nue consideravelmente a frequência dos fragmentos de rochas.Proveniência composta Como discutido anterior- mente, os arenitos do Subgrupo Itararé, na área estudada, parecem ter sido predominantemente derivados de rochas do embasamento cristalino Pré-Siluriano e poucas rochas sedimentares pré-existentes. O embasamento cristalino da Ba- cia do Paraná é constituído por vários núcleos cratônicos (terrenos granulíticos, anílbolíticos e de greenstones), cintu- rões móveis orogênicos (rochas metassedimentares falhadas e dobradas, granitos e faixas de crátons isotopicamente remo- bilizados) e dispersamente coberto por remanescentes de ba- cias de antepaís, de natureza molássica, todos formados durante o Ciclo Brasiliano (Zalan et al 1987). As rochas sedimentares preexistentes são representadas por sedimentitos do Grupo Paraná.Estes vários tipos de rochas do embasamento cristalino se intercalam e se justapõem sem uma distribuição regular das faixas cratônicas e de reciclagem orogênica.As figuras 4 e 5 mostram que os arenitos do Subgrupo Itararé são dominantemente quartzosos e feldspáticos e par- cialmente líticos, concentrando-se nas porções superiores dos campos de bloco continental e de reciclagem orogênica e na área de superposição de ambos. Além disso, as distribuições verticais e horizontais destes arenitos são caóticas e não mos- tram províncias mineralógicas definidas. Estas evidências in- dicam que esses arenitos devem ser o resultado de proveniência composta, no presente caso a partir de rochas- matrizes ligadas a reciclagem orogênica e cráton estável.CONCLUSÕES Os arenitos do Subgrupo Itararé podemser classificados principalmente como subarcóseos, su- bordinadamente como quartzo-arenitos e raramente comosublitarenitos.As composições dos arenitos do Subgrupo Itararé, coloca- das nos diagramas QFL e QmFLt (Figs. 4 e 5), foramanalisadas136
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Revisra Brasileira de Geociências, Volume 21, 1991Figura 5 - Diagramas Qi*L (A) e QniFLt (B) mostrando a composição mineralógica cios arenitos da porção superior do Subgrupo ItararéFigure 5 - QFL (A) and QmFLt (B) diagrama showing the mineralogic composition of the sandstones from the upper part of the Itararé Subgroupsegundo o método Gazzi-Dickinson para discriminar suas proveniências no ambiente tectônico. Entretanto, outras evi- dências geológicas foram necessárias para complementar o estudo.Baseado na heterogeneidade das distribuições vertical e horizontal desses arenitos e nas posições ocupadas pêlos mes- mos nos campos dos diagramas QFL e QmFLt, é possível concluir que os materiais destes arenitos tenham tido prove- niência composta, consistindo juntamente de materiais de re- ciclagem orogênica e de cráton estável. Esta proveniência está intimamente relacionada com a evolução geológica do em- basamento cristalino e com a evolução tectônica da bacia. O embasamento cristalino resultou de eventos tectônicos coli- sionais em torno do bloco Paraná, e de magmatismo tardio pós-orogênico no sudeste do Brasil (Soares 1988). Pelo menosaté o Cambro-Ordoviciano esse embasamento cristalino esta- va em estado de formação ou cratonização. Em virtude da juventude do embasamento, uma reativação tectônica ao final da sedimentação devoniana provocou falhamento e conse- quente erosão do Grupo Paraná e de modo idêntico do em- basamento cristalino.Os sublitarenitos e subarcóseos da porção superior do Sub- grupo Itararé, com menor frequência de fragmentos de rochas que os da porção inferior, indicam que os materiais desses arenitos podem ter sido derivados das mesmas rochas-matri- zes, porém modificadas por reativação e denudação progres- siva durante a sedimentação dessa unidade, expondo dominantemente rochas graníticas e metamórfïcas de alto grau, e menor quantidade de rochas metamórficas de baixo grau ao final dessa sedimentação.REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICASBASU, A. 1976. Petrology of Holocene fluvial sand derived from plutonicsource rocks: implications to paleoclimate interpretation. J. Sed. Petrol.,46:694-709.BLATT, H. 1967. Provenance deter.i.ii.ation and recycling of sediments. J.Sed. Petrol., 30:1031-1044.DICKÍNSON, W.R. 1970. Interpreting detrital modes of graywacke andarkose. J. Sed. Petrol., 40:695-707.DICKINSON, W.R. 1985. Interpreting provenance relation from detritalmodes of sandstones. In: ZUFFA, G.G. ed. Provenance of arenites.Boston, D. Reidel Publishing Company. p. 333-361.DICKINSON, W.R; BEARD, L.S.; BRAKENRIDGE, G.R.; EVAJAVEC,J.L.; FERGUSON, R.C.; 1NMAN, K.F.; KNEPP, R.A.; LINDBERG,F.A.; RYBERG, P.T. 1983. Provenance of North American Phanerozoicsandstones in relation to tectonic setting. Buli Geol. Soe. Am.,94:222-235.DICKINSON, W.R. & SUCZEK, CA. 1979. Plate tectonics and sandstonecompositions. Amer. Assoe. Petrol. Geol. Buli, 63:2164-2182. FOLK, R.L. 1968. Petrology of sedimentary rocks. Austin, HeinphilFs, 170p. FRANÇA, A.B. 1987. Stratigraphy, depositional environment, and reservolranalysis of the Itararé Group (Permo-Carboniferous), Paraná Basin -Brazil. Cincinnati. 188 p. (PhD Thesis, University of Cincinnati).GAZZ1, P. 1966. Lê arenarie dei flysch sopracretaceo deli' Appenninomodenese; correlazioni con il flysch di Monghidoro. Mineralog. etPetroq. Acta, 16:69-97.GRAVENOR, C.P. 1980. Chattermarked garnets and heavy minerais fromthe Late Paleozoic glacial deposits of southeastern Brazil. Ca«. J. Earth.Sei., 17:156-159.INGERSOLL, R.V.; BULLARD, T.F.; FORD, R.L.; GR1MM, J.P.; P1CKLE,J.D.; SARES, S.W. 1984. The effect of grain size on detrital modes: atest of the Gazzi-Dickinson point-counting method. J. Sed. Petrol.,54:103-116.INGERSOLL, R.V. & SUCZEK, C.A. 1979. Petrology and provenance ofNeogene sand from Nicobar and Bengal fans, DSDP sites 211 and 218.J. Sed. Petrol., 49:1217-1228.INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA (IBGE)1975. Folhas de Guarízinho, Itapeva, Ribeirão Branco, Foz doApiaí-Guaçu, Buri e Aracaçu., escala 1.50.000. SOARES, P.C. 1988. Tectônica colisional em torno de bloco Paraná, Brasil.In: CONGR. LATINOAMER. GEOL., 7. Anais... Belém, SBG. v. 1, p.63-79.SUTTNER, L.J. 1974. Sedimentary petrographic provinces. In: CHARLES,A. ROSS. ed. Paleogeographic provinces and provinciality. SEPM. p.75-84. (Special Publ. 21).WU, F.T. 1982. Minerais nas rochas arenosas do Subgrupo Itararé e FormaçãoAquidauana no Centro-leste do Estado de São Paulo. Geociências,1:7-27.ZALÁN, P.V.; WOLFF, S.; CONCEIÇÃO, J.C.K.; ASTOLFI, M.A.M.;VIEIRA, I.S.; APPI, V.T.; ZANOTTO, O.A. 1987. Tectônica esedimentação da Bacia do Paraná. In: SIMP. SUL-BRAS1LE1RO, 3.Curitiba, 1987. Atas... Curitiba, SBG. v. 1, p. 441 - 477.ZUFFA, G.G. 1980. Hybrid arenites: their composition and classification. J.Sed. Petrol., 50:21-29.MANUSCRITO A644Recebido em 16 de fevereiro de 1990Revisão do autor em 10 de setembro de 1990Revisão aceita em 10 de setembro de 1990137

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XISTO OU FOLHELHO:
folhelho Rocha sedimentar clástica muito fina- [ Translate this page ]O folhelho (shale em inglês), resulta da deposição lenta, sem perturbação de lama, resultando em estratificação folhada em finas lâminas no que se distingue

http://www.unb.br/ig/glossario/verbete/folhelho.htm
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Prancha 1 - Foto 1 Quarlzo-arcnito grosso; grãos de quartzo monocristaüno e policristaüno (Am. 10B. NX); Foto 2. Detalhe de mil grão de sílex (Am. 154. NX); Foto 3. Sublitarenito fino a médio; grãos de quartzo, microclínio alveolado e alterado e fragmentos de rochas alteradas (Am. 82A. NX); Foto 4. Sublitarenito médio; grãos de quartzo e de feldspato e fragmentos de rochas alteradas; os fragmentos de rochas são compostos por arenito muito fino, siltito, fdito e ardósia (Am. SOE. NX);Foto 5. Fragmento de gnaisse alterado, constituído por quartzo e feldspato e biotita alterados (Am. 76A. NX); Foto 6. Fragmento de xisto composto por quartzo e mtiscovita (Am. 172. NX)Plate l - Pholo 1. Coarse quartzarei.ile; monocrystalline and polycristalline quarlz grains (Sample 10B. NX); Photo 2. Detail of a chert grain (Sample 154.NX); Pholo 3. Fine to médium sublitharenite; grains of quartz, honeycotnbed and altered microcline, and altered rock fragments (Sample 82A. NX); Photo 4. Médium sublitharenite; grains of quartz and of altered feldspar and rock frngments; rock fragments are very fine sandstone, siltstone, phyllite and slate (Sample 8OE. NX); Photo 5. Altered gneiss fragment, constituted by quartz, and altered feldspar and biotite (San.ple 76A. NX); Photo 6. Schist fragment composed of qiiarlz and muscovite (Sample 172. NX)130
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Revista Brasileira de Geocicncias, Volume 21, 1991Pranclia2 -Foto 7. Fragmento de filito composto por quartzo e muscovita (Am. 172. NX); Foto 8. Arenito fino contendofragmento de ardósia caracterizado por minerais micáceos orientados (Am. 80B2. NX); Foto 9. Fragmento de litareuitocomposto por quartzo e vários fragmentos de rochas (Am. 172. N //); Foto 10. Fragmento de folhelho caracterizado por disposição caótica de minerais (Am. 172. N//); Foto 11. Fragmento de xisto alterado e compactado formando pseiidomatriz (Am. 232. NX); Foto 12. Diamictito; grãos de quartzo maiores, dispersos em matriz argilo-micácca e siltosa (Am. 58. N//) Plate 2 - Photo 7. Phyllite fragment composed of quartz and inuscovite (Saniple 172. NX); Photo 8. Fine sandstone with slate fragment characlerized by oricnted niicaceous minerais (San.ple 80B2. NX); Photo 9. Litharenite fragment composed of quartz and various rock fragments (Saniple 172. N //); Photo10. Shale fragment characterized by chaotic disposition of minerais (Saniple 172. N //); Photo 11. Altered and cotnpacted schist fragment forming pseudomntrix (Saniple 232. NX); Photo 12. Diamictite; large qiiartz grains disperscd in niicaceous clayey and silty matrix (Sample 58. N //)131
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Revista Brasileira de Gcociências, Volume 21, 1991Figura 3 - Diagramas QFL e QmFLt mostrando a composição mineralógica das suítes de arenitos derivados dos diferentes tipos de proveniência (modificado de Dickinson & Suczek 1979): CE. cráton estável; SE. embasamento soerguido; AA. arco magmático arrasado; AN. arco magmático não-arrasadoFigure 3 - QFL and QmFLt diagrams showing the mineralogic composition for sandstone suiles derived from different types of provenances (modified froin Dickinson & Suczek 1979): CE. cráton stable; SE. uplifted basement; AA. dissected magmatic are; AN. undissected magmatic aredos grãos. Uma técnica especial de contagem, o método Gazzi-Dickinson (Gazzi 1966, Dickinson 1970), utilizado neste trabalho, reduz o efeito da variação granulométrica. O critério básico deste método para contagem de grãos de arcabouço consiste na separação dos fragmentos líticos gros- sos (cristal individual > 0,062 min) dos fragmentos líticos finos (cristal individual < 0,062 mm, Zuffa 1980). Este método difere do tradicional no que se refere à contagem dos grãos monominerálicos e dos grãos poliminerálicos (com cristaisindividuais > 0,062 mm), uma vez que estes últimos não são contados como fragmento lítico, sendo considerado ape- nas o cristal centrado no retículo. Assim, por exemplo, frag- mentos de rochas platónicas podem ser contados como grãos de quartzo, feldspato ou mica, conforme a posição do retículo sobre o fragmento. Quando, no caso de fragmentos de rochas contendo cristais de tamanho de areia dispersos em matrizfina, o retículo estiver centrado em um dos cristais, será considerado esse elemento na contagem, mas, se o retículo estiver centrado na matriz, será considerado o fragmento de rocha na contagem. Em outros casos, ainda, fragmentos de rochas vulcânicas com tamanho de areia, inclusos em umfragmento de rocha sedimentar maior, podem ser classificados como fragmentos de rochas vulcânicas, em vez de fragmentos de rochas sedimentares. Utilizando-se o método tradicional, com o decréscimo no tamanho dos grãos, há uma diminuição da quantidade de fragmentos líticos. Ó método Gazzi-Dickinson é baseado so- mente na composição, de tal sorte que os resultados não são influenciados pelo tamanho dos grãos modificados pela frag- mentação. Ingersoll et al. (1984) verificaram que este método possui vantagens sobre o método tradicional na determinação de composição modal, com o objetivo de diferenciar as rochas- matrizes. As vantagens são: 1. resultados mais uniformes são adquiridos em amostras com granulometrias variáveis, in- clusive em amostras mal selecionadas; 2. não são necessárias contagens nas diferentes frações das amostras para a compa- ração; e 3. contagens são mais rápidas e com poucas ambi- guidades, especialmente para arenitos mal selecionados e alterados. A tabela l apresenta a composição mineralógica, segundo contagem pelo método Gazzi-Dickinson, dos arenitos estu- dados. Estas rochas são classificadas, segundo o esquemaproposto por Folk (1968), principalmente como subarcóseos, subordinadamente como quartzo-arenitos e raramente comosublitarenitos. TIPOS DE PROVENIÊNCIA Baseado no ambientetectônico, Dickinson & Suczek (1979) classificaram as pro- veniências em três grandes grupos: bloco continental, arco magmático e reciclagem orogênica, cada um desses pode ser dividido em subgrupos (Fig. 3). A tabela 2 mostra os principaistipos de proveniência em ambiente tectônico e apresenta as composições das areias resultantes. Bloco continental O bloco continental, como área fon- te, pode apresentar-se como cráton estável (ou plataforma) e como embasamento falhado. Cráton estável Os sedimentos derivados de cráton estávelsão depositados sobre o próprio cráton ou ao longo das mar- gens continentais rifteadas. Os arenitos são caracterizados pela presença de grande quantidade de quartzo e de poucos fragmentos líticos. Estes arenitos são mais maturos e refletemsua derivação a partir de complexos cristalinos cratônicos e de rochas sedimentares existentes sobre a plataforma. São tipicamente policíclicos e podem conter mais de 95% de quartzo monocristalino. Os fragmentos líticos podem ser de- rivados de arcos magmáticos antigos ou de complexos me- tamórficos, com suas raízes expostas em área de cráton. O feldspato potássico é bastante resistente ao intemperismo e sua presença reflete a derivação a partir de rochas graníticas, embora possa ter sofrido reciclagem. Uma diminuição na maturidade dos arenitos derivados do bloco continental é indicativa de que as coberturas sedimentares foram retiradas, expondo as rochas do embasamento. Embasamento soerguido Os arenitos derivados de rochas do embasamento soerguido são dominantemente feldspáticos e se acumulam em bacias lineares adjacentes. Estes arcóseos constituem depósitos pouco extensos associados a falhamen- tos em blocos ou constituem depósitos residuais sobre emba- samento granítico. Podem ocorrer também arenitos líticos132
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Revista Brasileira de Geociências, Volume 21, 1991Tabela 1 - Composição mineralógica dos arenitos do Subgrupo Itararé Table 1 - Mineralogic composition of the Itararé Subgroup sandstones133
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Revista Brasileira de Geociências, Volume 21, 1991Notas: QM = quartzo monocristalino; QP - quartzo policristalino; SX = sílex; FK = feldspato potássico; PL = plagioclásio; LM= fragmentos de rochas metamórficas; LS = fragmentos de rochas sedimentares; LV = fragmentos de rochas vulcânicas; t = traços; - -= nião encontrado; arg. = argila; st = quartzo e feldspato na granulometria de silte; fe = limonita e/ouhematita; Si - sílica 134Tabela 1 - Continuação Table l - Continues
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Revista Brasileira de Geociências, Volume 21, 1991 derivados de cobertura sedimentar e de rochas metamórficas da área fonte.Arco magmático Arcos orogênicos ativos ou margens continentais ativas constituem áreas fontes de arenitos tipica- mente imaturos e ricos em fragmentos líticos.Arco magmático não-arrasado Oarconão-arrasado(arco vulcânico) fornece abundantes fragmentos vulcânicos finos e plagioclásios e menor quantidade de quartzo de origem vul- cânica. Os sítios de deposição incluem bacias em fossa, bacias de antearco, bacias de retroarco e bacias locais dentro de cinturão vulcânico.Arco magmático arrasado O arco arrasado, no caso de arco continental, fornece detritos de rochas plutônicas e rochas vulcânicas remanescentes às bacias de retroarco e de antearco. Por isso, a composição mineralógica dos detritos é similar à dos arenitos derivados de regiões cratônicas soerguidas, em- bora com grande abundância de plagioclásios e fragmentos vulcânicos.Reciclagem orogênica As sequências sedimentares deformadas e soerguidas nas zonas de subducção, ao longo de faixas de colisão ou dentro de cinturões de dobramento e empurrão, constituem as áreas fontes de sedimentos ca- racterizados pela abundância em quartzo e em fragmentos líticos sedimentares e metassedimentares.Complexo de subducção O complexo de subducção con- siste de abundantes rochas metassedimentares e ofiólitos; portanto, fornece muitos fragmentos de sílex e de rochas sedimentares e metassedimentares para as bacias de antearco e para as fossas adjacentes.Faixa de colisão A faixa de colisão é constituída por nappes e lençóis de empurrão com rochas sedimentares e metassedimentares, bem como ofiólitos deformados. Esses materiais servem de rochas-matrizes aos sedimentos que preenchem as bacias oceânicas remanescentes, as bacias in- ternas existentes ao longo da sutura e as bacias de antepaís. Os arenitos mostram quantidade moderada de quartzo, altarazão quartzo/feldspato e riqueza em fragmentos de rochas sedimentares e metassedimentares.Áreas pcricratônicas soerguidas Regiões pericratônicas soerguidas são caracterizadas por cinturões de dobramentos e falhas de empurrão; servem de área fonte para sedimentos que são depositados nas bacias adjacentes de antepaís. Estas bacias recebem sedimentos de embasamento cristalino. Os arenitos são caracterizados pelo alto conteúdo de quartzo, sílex e fragmentos de rochas sedimentares e metassedimen- tares. Alguns arenitos quartzosos assemelham-se, em sua com-posição, aos arenitos derivados de bloco continental. Outros arenitos ricos em sílex assemelham-se àqueles derivados de faixas de colisão e de complexo de subducção.PROVENIÊNCIA DOS ARENITOS DO SUBGRUPO ITARARÉ Para determinar-se a proveniência dos arenitos do Subgrupo Itararé foram utilizadas as propostas de Dickin- son & Suczek (1979) e Dickinson et al (1983), que enfatizama importância do controle tectônico na composição minera- lógica dos arenitos. Assim, os dados da tabela l foram colo- cados nos dois tipos de diagramas triangulares anteriormente tratados, QFL e QmFLt, nos quais cada ponto representa uma amostra definida pelas três variáveis consideradas, definindo deste modo, pela posição no diagrama, as proveniências dos arenitos estudados.Os arenitos ocorrem predominantemente nas porções in- ferior e superior do Subgrupo Itararé e raramente na porção média, de tal modo que as proveniências dos arenitos das porções inferior e superior dessa unidade litoestratigráfíca podemser distintas.Arenitos da porção inferior A figura 4A (QFL) sugere que os arenitos da porção inferior do Subgrupo Itararé são derivados de rochas de cráton estável e de reciclagemorogênica. Neste diagrama, o campo correspondente à proveniência a partir de cráton estável contém 38 amostras, compostas por quartzo-arenitos e subarcóseos. O campo correspondente a arenitos provenientes de rochas de reciclagem orogênica inclui 13 amostras, compostas pre- dominantemente por sublitarenitos e subordinadamente por subarcóseos. A figura 4B (QmFLt) mostra, também, que estes arenitos são fornecidos a partir do cráton estável e de reciclagem orogênica. Devido à menor ou à maior porcentagem de quartzo policristalino em alguns arenitos, duas amostras que no diagrama- da figura 4A estavam no campo de reciclagem orogênica foram deslocadas para o campo de cráton estável na figura 4B, enquanto duas outras amostras que estavam no campo de cráton estável foramdeslocadas para a zona de coalescência entre esses dois campos. Isto significa que estas quatro amostras são deri- vadas de rochas ao mesmo tempo de cráton estável e de reciclagemorogênica.Quartzo-arenitos e subarcóseos derivados de cráton estávelOs grãos do arcabouço desses arenitos são caracterizados por alta porcentagem de quartzo (> 86%), moderada porcentagemde feldspato (< 12%) e poucos fragmentos de rochas (< 4%). O quartzo monocristalino ocorre em quantidades maiores que 79% em todas as amostras, o quartzo policristalino em quan- tidades menores que 8% e o sílex ocorre como traço ou está ausente. Os feldspatos são representados predominantemente por feldspatos potássicos e raramente por plagioclásios. Os fragmentos de rochas são representados por arenito muito fino lamítico, siltito, lamito, xisto fino, filito, ardósia e metabasito. Baseado na alta porcentagem de quartzo e na moderada porcentagem de feldspato potássico e nos tipos de fragmentos de rochas desses arenitos, estes devem ter sido derivados predominantemente de complexos cristalinos de cráton está- vel e parcialmente de rochas metamórficas de baixo grau,135Tabela 2 - Tipos principais de proveniência e as composiçõesde areias resultantes (modificado de Dickinson 1985) Table 2 - Major provenance types and key compositional aspects of derivative sands (inodified from Dickinson 1985)
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Revista Brasileira de Geocíéncias, Volume 21, 1991QmFigura 4 - Diagramas QFL (A) e QmFLt (B) mostrando a composição mineralógica dos arenitos da porção inferior do Subgrupo ItararéFigure 4 - QFL (A) and QmFLt (B) diagrams showing the mineralogic composition of the sandstones from lhe lower part of lhe Itararé Subgrouporiundas de reciclagem orogênica e de coberturas sedimenta- res pré-existentes.Sublitarenitos e subarcóseos derivados de faixas de recicla- gem orogênica Os grãos do arcabouço desses arenitos são caracterizados por alta porcentagem de quartzo (> 79%) e quantidades variáveis de fragmentos de rochas (4 a 16%) e de feldspato (2 a 16%). A quantidade de quartzo policristalino, em geral, é mais alta nesses arenitos, atingindo até 15% e o sílex é raro. Os feldspatos potássicos são mais frequentes que os plagioclásios. Os fragmentos de rochas são representados por rochas afaníticas de origem metamórfica, sedimentar e vulcânica, em ordem decrescente de abundância. Consideran- do-se a alta porcentagem de quartzo, as moderadas a baixas porcentagens de fragmentos de rochas e feldspatos e os raros grãos de sílex e metabasitos, os arenitos devem ter sido derivados predominantemente de rochas metamórficas de bai- xo grau e de rochas sedimentares existentes em áreas peri- cratônicas soerguidas e, em parte, em complexos cristalinos de cráton estável.Arenitos da porção superior Como no caso anterior, a figura 5A (QFL) mostra que os arenitos da porção superior são originados a partir de cráton estável (39 amostras) e de faixas de reciclagem orogênica (6 amostras). Essas rochas são classificadas como quartzo-arenitos, subarcóseos e sublitare- nitos (Tab. 1). A figura 5B (QmFLt) mostra que estes arenitos são também fornecidos a partir do cráton estável e de reci- clagem orogênica, mas apresenta cinco amostras compostas por uma mistura dos dois ambientes.Quartzo-arenitos e subarcóseos derivados de cráton estável A composição mineralógica desses arenitos é semelhante a dos arenitos oriundos de cráton estável da porção inferior do Subgrupo Itararé, são caracterizados por alta porcentagem de quartzo (>85%), moderada porcentagem de feldspatos (< 14% e baixa porcentagem de fragmentos de rochas (< 3%). Frag- mentos vulcânicos não são encontrados nessas amostras. Esses dados indicam que a proveniência desses arenitos é seme- lhante a dos arenitos de cráton estável da parte inferior, porémsema contribuição de rochas vulcânicas.Subarcóseos e sublitarenitos derivados de faixas de recicla- gem orogênica Como pode ser verificado na figura 5A, esses arenitos se situam próximo ao campo de cráton estávelou na zona de transição entre o campo do cráton estável e o de reciclagem orogênica. Esses arenitos são caracterizados por alta porcentagem de quartzo ( > 85%), moderada porcen- tagem de feldspatos (< 11%) e poucos fragmentos de rochas (< 5 %). Os fragmentos vulcânicos também não ocorrem nestes arenitos. Estes dados indicam que essas rochas podem ter se originado a partir de uma mistura de material de reciclagemorogênica e de cráton estável, ou de material de reciclagemorogênica que, sob ação de retrabalhamento prolongado, dimi- nue consideravelmente a frequência dos fragmentos de rochas.Proveniência composta Como discutido anterior- mente, os arenitos do Subgrupo Itararé, na área estudada, parecem ter sido predominantemente derivados de rochas do embasamento cristalino Pré-Siluriano e poucas rochas sedimentares pré-existentes. O embasamento cristalino da Ba- cia do Paraná é constituído por vários núcleos cratônicos (terrenos granulíticos, anílbolíticos e de greenstones), cintu- rões móveis orogênicos (rochas metassedimentares falhadas e dobradas, granitos e faixas de crátons isotopicamente remo- bilizados) e dispersamente coberto por remanescentes de ba- cias de antepaís, de natureza molássica, todos formados durante o Ciclo Brasiliano (Zalan et al 1987). As rochas sedimentares preexistentes são representadas por sedimentitos do Grupo Paraná.Estes vários tipos de rochas do embasamento cristalino se intercalam e se justapõem sem uma distribuição regular das faixas cratônicas e de reciclagem orogênica.As figuras 4 e 5 mostram que os arenitos do Subgrupo Itararé são dominantemente quartzosos e feldspáticos e par- cialmente líticos, concentrando-se nas porções superiores dos campos de bloco continental e de reciclagem orogênica e na área de superposição de ambos. Além disso, as distribuições verticais e horizontais destes arenitos são caóticas e não mos- tram províncias mineralógicas definidas. Estas evidências in- dicam que esses arenitos devem ser o resultado de proveniência composta, no presente caso a partir de rochas- matrizes ligadas a reciclagem orogênica e cráton estável.CONCLUSÕES Os arenitos do Subgrupo Itararé podemser classificados principalmente como subarcóseos, su- bordinadamente como quartzo-arenitos e raramente comosublitarenitos.As composições dos arenitos do Subgrupo Itararé, coloca- das nos diagramas QFL e QmFLt (Figs. 4 e 5), foramanalisadas136
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Revisra Brasileira de Geociências, Volume 21, 1991Figura 5 - Diagramas Qi*L (A) e QniFLt (B) mostrando a composição mineralógica cios arenitos da porção superior do Subgrupo ItararéFigure 5 - QFL (A) and QmFLt (B) diagrama showing the mineralogic composition of the sandstones from the upper part of the Itararé Subgroupsegundo o método Gazzi-Dickinson para discriminar suas proveniências no ambiente tectônico. Entretanto, outras evi- dências geológicas foram necessárias para complementar o estudo.Baseado na heterogeneidade das distribuições vertical e horizontal desses arenitos e nas posições ocupadas pêlos mes- mos nos campos dos diagramas QFL e QmFLt, é possível concluir que os materiais destes arenitos tenham tido prove- niência composta, consistindo juntamente de materiais de re- ciclagem orogênica e de cráton estável. Esta proveniência está intimamente relacionada com a evolução geológica do em- basamento cristalino e com a evolução tectônica da bacia. O embasamento cristalino resultou de eventos tectônicos coli- sionais em torno do bloco Paraná, e de magmatismo tardio pós-orogênico no sudeste do Brasil (Soares 1988). Pelo menosaté o Cambro-Ordoviciano esse embasamento cristalino esta- va em estado de formação ou cratonização. Em virtude da juventude do embasamento, uma reativação tectônica ao final da sedimentação devoniana provocou falhamento e conse- quente erosão do Grupo Paraná e de modo idêntico do em- basamento cristalino.Os sublitarenitos e subarcóseos da porção superior do Sub- grupo Itararé, com menor frequência de fragmentos de rochas que os da porção inferior, indicam que os materiais desses arenitos podem ter sido derivados das mesmas rochas-matri- zes, porém modificadas por reativação e denudação progres- siva durante a sedimentação dessa unidade, expondo dominantemente rochas graníticas e metamórfïcas de alto grau, e menor quantidade de rochas metamórficas de baixo grau ao final dessa sedimentação.REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICASBASU, A. 1976. Petrology of Holocene fluvial sand derived from plutonicsource rocks: implications to paleoclimate interpretation. J. Sed. Petrol.,46:694-709.BLATT, H. 1967. Provenance deter.i.ii.ation and recycling of sediments. J.Sed. Petrol., 30:1031-1044.DICKÍNSON, W.R. 1970. Interpreting detrital modes of graywacke andarkose. J. Sed. Petrol., 40:695-707.DICKINSON, W.R. 1985. Interpreting provenance relation from detritalmodes of sandstones. In: ZUFFA, G.G. ed. Provenance of arenites.Boston, D. Reidel Publishing Company. p. 333-361.DICKINSON, W.R; BEARD, L.S.; BRAKENRIDGE, G.R.; EVAJAVEC,J.L.; FERGUSON, R.C.; 1NMAN, K.F.; KNEPP, R.A.; LINDBERG,F.A.; RYBERG, P.T. 1983. Provenance of North American Phanerozoicsandstones in relation to tectonic setting. Buli Geol. Soe. Am.,94:222-235.DICKINSON, W.R. & SUCZEK, CA. 1979. Plate tectonics and sandstonecompositions. Amer. Assoe. Petrol. Geol. Buli, 63:2164-2182. FOLK, R.L. 1968. Petrology of sedimentary rocks. Austin, HeinphilFs, 170p. FRANÇA, A.B. 1987. Stratigraphy, depositional environment, and reservolranalysis of the Itararé Group (Permo-Carboniferous), Paraná Basin -Brazil. Cincinnati. 188 p. (PhD Thesis, University of Cincinnati).GAZZ1, P. 1966. Lê arenarie dei flysch sopracretaceo deli' Appenninomodenese; correlazioni con il flysch di Monghidoro. Mineralog. etPetroq. Acta, 16:69-97.GRAVENOR, C.P. 1980. Chattermarked garnets and heavy minerais fromthe Late Paleozoic glacial deposits of southeastern Brazil. Ca«. J. Earth.Sei., 17:156-159.INGERSOLL, R.V.; BULLARD, T.F.; FORD, R.L.; GR1MM, J.P.; P1CKLE,J.D.; SARES, S.W. 1984. The effect of grain size on detrital modes: atest of the Gazzi-Dickinson point-counting method. J. Sed. Petrol.,54:103-116.INGERSOLL, R.V. & SUCZEK, C.A. 1979. Petrology and provenance ofNeogene sand from Nicobar and Bengal fans, DSDP sites 211 and 218.J. Sed. Petrol., 49:1217-1228.INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA (IBGE)1975. Folhas de Guarízinho, Itapeva, Ribeirão Branco, Foz doApiaí-Guaçu, Buri e Aracaçu., escala 1.50.000. SOARES, P.C. 1988. Tectônica colisional em torno de bloco Paraná, Brasil.In: CONGR. LATINOAMER. GEOL., 7. Anais... Belém, SBG. v. 1, p.63-79.SUTTNER, L.J. 1974. Sedimentary petrographic provinces. In: CHARLES,A. ROSS. ed. Paleogeographic provinces and provinciality. SEPM. p.75-84. (Special Publ. 21).WU, F.T. 1982. Minerais nas rochas arenosas do Subgrupo Itararé e FormaçãoAquidauana no Centro-leste do Estado de São Paulo. Geociências,1:7-27.ZALÁN, P.V.; WOLFF, S.; CONCEIÇÃO, J.C.K.; ASTOLFI, M.A.M.;VIEIRA, I.S.; APPI, V.T.; ZANOTTO, O.A. 1987. Tectônica esedimentação da Bacia do Paraná. In: SIMP. SUL-BRAS1LE1RO, 3.Curitiba, 1987. Atas... Curitiba, SBG. v. 1, p. 441 - 477.ZUFFA, G.G. 1980. Hybrid arenites: their composition and classification. J.Sed. Petrol., 50:21-29.MANUSCRITO A644Recebido em 16 de fevereiro de 1990Revisão do autor em 10 de setembro de 1990Revisão aceita em 10 de setembro de 1990137

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XISTO OU FOLHELHO:
folhelho Rocha sedimentar clástica muito fina- [ Translate this page ]O folhelho (shale em inglês), resulta da deposição lenta, sem perturbação de lama, resultando em estratificação folhada em finas lâminas no que se distingue

http://www.unb.br/ig/glossario/verbete/folhelho.htm

Alvaro Neder, Ph.D.
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