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| Working languages: Japanese to PortuguesePortuguese to JapaneseEnglish to Portuguese | tokuko someya Japan Local time: 17:21 JST (GMT+9)
Native in: Japanese | |
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More Less | Sample translations submitted: 1 Japanese to Portuguese: Luazinha e Estrelinha General field: Art/Literary Detailed field: Poetry & Literature | Source text - Japanese むかし、あるところに、お月とお星という、ふたりの美しい娘がいました。
お月はなくなった母親の子どもで、お星は今の母親の子どもでしたが、とてもなかのいい姉妹でした。毎朝、母親がはやくおきて、いろりに火を入れてから、
「お月、お星、おきておいでー」
というと、
「はあい」
と、いつも、ふたりそろっておきてくるのでした。
母親は、それをみては、
(お月もきれいだし、お星もきれいだ。でも、もしお月がいなかったら、お星を、もっともっとかわいがってやれるのに)
と、思っていました。そして、ついにあるとき、毒まんじゅうをこしらえて、お月に食べさせる気になってしまいました。母親はお星をよんで、
「お星、お星。今夜、姉さんに、毒まんじゅうをこしらえて食べさせるから、おまえ、けっして姉さんのまんじゅうを食べるんじゃないよ」
といいました。
お星は、そのことをこっそりとお月に知らせました。
「姉さん、姉さん。今夜、母さんがくれるまんじゅうを食べたらだめよ。わたしのをあげるから、わたしのまんじゅうを食べてね」
おかげで、お月はその夜、毒まんじゅうを食べないですみました。
つぎの朝になると、母親は、お月はもう死んだものと思いましたが、いつものようにいろりに火を入れて、
「お月、お星、おきておいでー」
といいました。すると、
「はあい」
と、ふたりそろっておきてきました。母親は、
(あれ、この子は毒まんじゅうを食べさせても死なないのか)
と思いました。そこでこんどは、天井の梁から、お月を槍でつく気になってしまいました。母親は、またお星をよんで、
「お星、お星。今夜、姉さんの寝床を梁から槍でつくから、姉さんのそばで寝るんじゃないよ」
といいました。
お星は、また、こっそりお月に、
「姉さん、姉さん。今夜は姉さんの寝床で寝たらだめよ。わたしの寝床でいっしょに寝てね」
といって、お月を自分の寝床に入れ、お月の寝床にはあずきの俵を入れておきました。その夜、母親はそっと梁にあがり、お月の寝床めがけて、槍でぷつー、ぷつーとつきました。
つぎの朝になると、母親は、お月はもう死んだものと思いましたが、いつものようにいろりに火を入れて、
「お月、お星、おきておいでー」
といいました。すると、
「はあい」
と、ふたりそろっておきてきました。母親は、
(あれ、あれ、この子は毒まんじゅうを食べさせても、槍でついても死なないのか)
と思いました。そこでこんどは、お月を遠くの山にすてる気になりました。
母親は大工をよんで、お月を入れる箱をこしらえさせ、お星には、
「お星、お星。姉さんを山へすてることにしたからね」
といいました。
お星は、母親が自分のいうことなら、なんでもきくことを知っていたので、
「母さん、もちが食べたいから、もちついてちょうだい。だんご食べたいから、だんごこしらえてちょうだい。豆をいってちょうだい。お米をいってちょうだい」
と、ねだりました。そしてこしらえてもらった食べものを、お月が入れられる箱にこっそりつめこみました。それから大工にたのんで、箱のすみに小さな穴をあけてもらいました。
いよいよお月が箱の中に入れられるときになると、お星は、種のはいった袋をもってきて、お月にいいました。
「姉さん、姉さん。これ、けしの種だから、箱の穴から、ひとつぶずつおとしていってください。来年、この花の咲くときに、きっとたずねていくから、それまでたっしゃでいてね」
お月は箱の中へ入れられ、山奥へかつがれていきました。道みち、お月は、お星からいわれたとおり、箱の穴からけしの種を、ぽつ、ぽつ、ぽつ、ぽつ、と、おとしていきました。
つぎの年の春、けしの花が咲くころになると、お星は姉をたずねて、山をのぼっていきました。山道にはけしの花が、ぽっ、ぽっ、ぽっ、ぽっ、と咲いていました。行くが行くが行って、ずっと山奥まで行くと、あっちにぽっ、こっちにぽっ、と、けしの花がきれいに咲いているところがありました。お星は、姉さんはきっとこのあたりにいるにちがいないと思って、
「姉さあん、姉さあん」
と、よんでみました。すると、
「はあい」
というかすかな声がしました。
「それっ、姉さんだ」
声のするところをほってみると、木の箱がありました。ふたをあけると、お月が骨と皮ばかりにやせて、やっと息をしていました。お星は、
「姉さん」
と、お月にだきついて、おいおい泣きました。
それからお星は姉をおぶって、里へおりていきました。里へおりると大きな家があったので、そこへ行って、
「どうか助けて下さい」
と、おねがいしました。その家のおかみさんは、お月をみて、
「まあ、いったいどうしたんだい。かわいそうに、このままでは死んでしまうよ。さあ、はやく中におはいり」
と、家の中に入れてくれました。そして、おかゆをこしらえて食べさせてくれました。
お月とお星の父親は、長いあいだ、旅にでていました。ひさしぶりにかえってみると、お月もお星もいないので、ふたりをさがしに、また旅にでました。こんどは六部になって、西から東へ、北から南へと、毎日毎日、泣きながらかねをたたき、
「お月お星のあるならばー、
どうしてこのかねたたきましょう。
カーン、カーン」
と、娘たちをさがして歩きまわりました。泣きながら歩いているうちに、目はすっかりみえなくなってしまいました。
ある日のこと、父親は、お月とお星のいる家の門口にたって、かねをたたきました。
「お月お星のあるならばー、
どうしてこのかねたたきましょう。
カーン、カーン」
これをきいたおかみさんが、
「おや、六部が来たようだ。だれか行ってみてごらん」
といいました。お月とお星が外をのぞいてみると、そこにいたのは父親でした。ふたりは、
「父さん」
とさけんで、父親にとびついて泣きました。お月の涙が父親の右の目にはいると、右の目がぱっちりとあき、お星の涙が父親の左の目にはいると、左の目がぱっちりとあいて、父親の目はもとどおりみえるようになりました。
三人は、そろって家へかえりました。家では母親が、
「お月、もうしわけなかった。ゆるしておくれ」
と、泣きくらし、目もみえなくなっていました。お月は、そのすがたをみるなり、
「母さん」
とさけんで、母親にだきついて泣きました。お月の涙が母親の目にはいると、母親の目は、ぱっちりとあきました。
それからは、親子四人で、しあわせに暮らしたそうです。
どんどはれ。
| Translation - Portuguese Era uma vez, num certo lugar, duas raparigas lindas que se chamavam Luazinha e Estrelinha. Apesar de a mãe da Luazinha ter falecido e a Estrelinha ser filha da mãe actual, eram irmãs muito próximas.
Todas as manhãs, a mãe acordava cedo e dizia depois de acender a lareira japonesa no centro da sala:
— Ó Luazinha! Ó Estrelinha! Levantem-se! Venham cá!
— Sim!
Então dito isto, levantavam-se e iam sempre juntas. Cada vez que observava esta cena, a mãe pensava:
— A Luazinha é linda. A Estrelinha também. Mas se a Luazinha não estivesse cá, podia mimar muito mais a Estrelinha.
Finalmente, a certa altura, acabou por decidir cozer um manju com veneno para dar a comer à Luazinha. A mãe chamou a Estrelinha e anunciou:
— Ó Estrelinha, ó Estrelinha. Esta noite, farei um manju venenoso e dá-lo-ei a comer à tua irmã. Portanto filha, nunca comas o bolo dela. Está bem?
À socapa, a Estrelinha avisou a Luazinha sobre o que tinham falado.
— Ó mana, ó mana. Não deves comer o bolo que a mãe te vai dar esta noite. Dou-te o meu bolo, por isso come-o.
Graças a isso, a Luazinha conseguiu evitar comê-lo nessa noite.
Na manhã seguinte, a mãe pensou que a Luazinha já tinha morrido. Entretanto, acendeu a lareira e disse como de costume:
— Ó Luazinha! Ó Estrelinha! Levantem-se! Venham cá!
— Sim!
Então dito isto, as duas lá apareceram juntas.
— Credo! Será que esta rapariga não morre, mesmo fazendo-a comer o manju venenoso? — pensou a mãe.
Então desta vez, do pilar horizontal do tecto, acabou por decidir usar uma lança para espetar a Luazinha. A mãe chamou outra vez a Estrelinha e anunciou:
— Ó Estrelinha, ó Estrelinha. Esta noite, do pilar do tecto, espetarei a cama da tua irmã com uma lança. Portanto, não durmas ao lado dela, está bem?
A Estrelinha avisou outra vez a Luazinha à socapa.
— Ó mana, ó mana. Não deves dormir na tua cama esta noite. Dorme na minha comigo.
A Estrelinha deixou-a entrar na sua cama e colocou um saco de palha de feijão azuqui na cama da Luazinha. Furtivamente e pela calada, a mãe subiu ao pilar do tecto e espetou a lança contra a cama da Luazinha — ptse, ptse.
Na manhã seguinte, a mãe pensou que a Luazinha estava morta. Entretanto, acendeu a lareira e disse como de costume:
— Ó Luazinha! Ó Estrelinha! Levantem-se! Venham cá!
— Sim!
Então, dito isto, as duas lá apareceram juntas.
— Ai credo! Será que esta rapariga não morre, mesmo fazendo-a comer o manju venenoso e espetando-a com a lança? — pensou a mãe.
Então desta vez, pensou em abandoná-la numa montanha longe de casa. Chamou o carpinteiro e mandou-lhe fazer uma caixa na qual meteria a Luazinha. E anunciou à Estrelinha:
— Ó Estrelinha, ó Estrelinha. Decidi abandonar a tua irmã numa montanha. Está bem?
Como ela sabia que a mãe fazia tudo que lhe pedia, perguntou:
— Ó mãe, faz-me mochi , que o quero comer. Faz-me também dango , que me apetece comê-lo. E frita-me lá feijões. Arroz também.
E colocou, à socapa, a comida que a mãe lhe tinha feito, na caixa onde meteria a Luazinha. A seguir, pediu ao carpinteiro para lá abrir um furo pequenino no canto.
Ao meterem finalmente a Luazinha na caixa, a Estrelinha trouxe um saquinho de sementes e disse à Luazinha:
— Ó mana, ó mana. Isto são sementes de papoila. Deixa-as cair uma a uma do furo da caixa. No próximo ano, quando estas sementes florescerem, buscar-te-ei, por isso, aguenta até lá!
Meteram-na na caixa e foram carregando-a para o fundo da montanha. No caminho, tal como a Estrelinha tinha dito, a Luazinha deixou cair as sementes de papoila do furo da caixa — tse, tse, tse, tse.
Na primavera do ano seguinte, na estação das flores de papoila, a Estrelinha subiu à montanha em busca da irmã. No caminho da montanha, haviam as flores de papoila — póh, póh, póh, póh. Andou, andou, andou. Tendo subido muito a montanha, encontrou um sítio com flores de papoila bonitas aqui e ali. A Estrelinha pensou que a irmã devia estar por ali e experimentou chamá-la.
— Ó mana, ó mana!
— Sim... — respondeu uma voz fraca.
— Está ali! É a minha irmã!
Ela cavou o sítio de onde veio a voz e encontrou lá a caixa de madeira. Abriu a tampa e lá estava a Luazinha. Estava pele e osso e tinha muita dificuldade em respirar.
— Ó Luazinha!!
A Estrelinha abraçou-a e chorou alto.
A seguir, ela foi descendo a montanha para uma aldeia com a irmã às costas. Ao chegarem à aldeia, encontraram uma casa grande, por isso, foram lá fazer um pedido.
— Por favor, ajude-nos!
A senhora dessa casa olhou para a Luazinha.
— Oh não! O que é que se passou? Coitadinha! Assim ela vai acabar por morrer!... Andem, entrem já em casa!
Dito isto, deixou-as entrar em casa e fez uma papa de arroz para lhes dar a comer.
O pai da Luazinha e da Estrelinha viajava durante grandes períodos de tempo. Quando voltou para casa passado muito tempo, não estava lá nem a Luazinha nem a Estrelinha. Então voltou a viajar à procura delas. Desta vez tornou-se monge. Andava todos os dias aqui e ali, de este a oeste e de norte a sul à procura das filhas, tocando um sino e chorando.
— Se tivesse encontrado a Luazinha e a Estrelinha, não tocaria este sino — taaam, taaam.
Enquanto andava por aí a chorar, acabou por ficar completamente cego.
Um dia o pai tocou o sino em frente ao portão da casa onde a Luazinha e a Estrelinha estavam.
— Se tivesse encontrado a Luazinha e a Estrelinha, não tocaria este sino — taaam, taaam.
A senhora da casa que o ouviu disse:
— Olha, parece que um monge veio. Vá lá alguém para ver o que é.
Quando a Luazinha e a Estrelinha deram uma olhada para fora, era o pai que estava lá.
— Ó pai!!
Ambas gritaram, atirando-se para o pai a chorar. Quando entrou uma lágrima da Luazinha no olho direito do pai, este abriu totalmente. Depois, entrou uma lágrima da Estrelinha no olho esquerdo, o qual também abriu totalmente. Desde então, voltou a ver normalmente.
Os três voltaram para casa juntos.
— Ó Luazinha. Peço desculpa! Perdoa-me! — A mãe tinha passado muito tempo a chorar em casa e tinha ficado cega.
— Ó mãe!
A Luazinha, assim que a viu daquela forma, gritou e chorou abraçada à mãe. Quando entraram as lágrimas da Luazinha nos olhos da mãe, os olhos abriram-se totalmente.
Daí por diante, a família toda viveu feliz para sempre.
Final Feliz! | More Less | | Years of translation experience: 1. Registered at ProZ.com: Feb 2010. | | N/A | | N/A | | N/A | | Adobe Acrobat, Microsoft Excel, Microsoft Word | |
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