A tradução do pronome “you” em contratos comerciais
Thread poster: Ronivaldo Sales

Ronivaldo Sales
Brazil
Local time: 20:12
Member (2016)
English to Portuguese
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Oct 6, 2014

Sempre que traduzo um contrato de inglês para português me pergunto se o uso da palavra “você” (you) é bem aplicável a este tipo de terminologia. Hoje, pra tirar essa dúvida e compartilhar com os colegas aqui do fórum, peço que sugiram, analisem essa questão e me ajudem a dissipar essa dúvida. Às vezes vejo que alguns tradutores preferem omitir a palavra “você; outros, utilizam outros recursos linguísticos equivalentes, e.g. “you will have to...” o usuário deverá...”; e ainda, na medida do possível, utilizam pronomes de outras naturezas, como “lhe”, “V.Sa.”, “senhor”, ou mesmo omitem este pronome, e.g. “...you undertake to...(...que se comprometa a...).
Abaixo deixo alguns exemplos:

1. You will be required to work a six-day, 48-hour week, exclusive of meal breaks;
2. You have investigated and become familiar with the;
3. If you fail to comply with Applicable Law.

Ronivaldo Sales


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Maria Amorim  Identity Verified
Sweden
Local time: 01:12
Swedish to Portuguese
+ ...
Não se aplica Oct 7, 2014

As expressões “You/We” devem ser evitadas na tradução de contratos. Há algumas soluções, tais como substituir os pronomes pelos termos que designam as partes estabelecidas no contrato. Num contrato de trabalho, por exemplo, empregador x trabalhador (ou candidato a emprego),etc.
Veja este documento do advogado, tradutor e professor Pedro Coral Costa http://www.tradulex.com/LIS2011/coral.pdf


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Ronivaldo Sales
Brazil
Local time: 20:12
Member (2016)
English to Portuguese
+ ...
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A tradução do pronome “you” em contratos comerciais Oct 7, 2014

Muito obrigado, Maria. Sua sugestão foi muito útil e esclarecedora.

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Traduz4Clarity
United States
Member (2016)
English to Portuguese
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Depende. Na doutrina/academia ou na prática? "Formalidade" vs. "Usabilidade" Jul 6, 2016

Depende. Na doutrina/academia ou na prática? "Formalidade" vs. "Usabilidade"

Se você ler autores tradicionais, e até alguns muito simpáticos, que sempre agradam ao público dos tradutores, como o Pedro Coral Costa de Portugal (o qual eu própria adoro, pelo texto simples e fácil de ler), ele concorda com você: sem "eu" ou "tu" ou "você" na tradução de contratos.

Se olharmos os contratos - confesso - com os quais eu mesma trabalho, como por exemplo, na tradução de um acordo de acionistas (acabo de fazer uma de 39 páginas - uff!), veremos o "juridiquês", a linguagem jurídica "abotoadinha", antiga, tradicional, estabelecida e aceita nos tribunais, no círculo hermético dos iniciados. Neste mundo, sim, tente evitar o "eu" ou "você" ou ainda pior o nosso sulista "tu".

Agora ... se você traduz para a Google, para qualquer empresa "cool", de Jogos ou mesmo de Educação com jogos, ou de "serviços oferecidos em massa" online, faça a experiência. Eu fiz. Baixei dez contratos destes a pedido de minha orientadora da pós-graduação para estudar as dificuldades de vários tipos de contratos em sua tradução. Estes contratos online tendem a carecer de dificuldades. Não encontrei dificuldades nestes 10. Eles já estão aplicando "direto" a lei do Obama de 2010 (enacted em 2011) que defende a Plain Language. Ex: baixe o "Terms of Service" do Google Games". Olhem como é simples a linguagem. Tão simples que até um Google Translate consegue traduzir este contrato sem problemas (para nosso desgosto, como tradutores - hehe).

Por que isto? Não apenas pelas leis da Plain Language e da Usabilidade (do Nielsen - da área da comunicação). Mas também porque a maioria de seus clientes são jovens, em casa (ou não), baixando jogos para se divertirem. Ainda que diga "leia junto com seus pais", sabem que eles não o farão. Então, já fazem um contrato com linguagem bem simples. NESTE tipo de contrato, o "Você" estará presente em abundância. Sacrificam a formalidade pela usabilidade.

Por que isto? Porque se a linguagem for fácil de um jovem entender, na eventualidade de uma ação judicial envolvendo este jovem e a Google Games, por exemplo, este jovem não poderá alegar que não entendeu o contrato para ganhar esta ação judicial contra a Google. Simples. Muito esperta a Google. E todas as demais que seguem o método.

Quero dizer que acabou o "juridiquês"? Nahhhh! Nem pensar. Na sessão de julgamento colegiado no tribunal, ou para registrar um Estatuto Social / Bylaws na junta comercial, etc., ainda precisa ser em linguagem técnica / jurídica. Então nós ainda teremos clientes - hehe.

Com o perdão das brincadeiras, esta é minha opinião. Já li de tudo (e, sabe como é ... o diabo é sábio de velho...). Mas sempre pronta a ler mais. Digam lá, se souberem de outra teoria, que vou atrás.

"E viva a diferença" para aqueles que pensam diferente.

Grande abraço.
Liz
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Liz Townsend
Clarity Int'l Country Rep.
M.A. Linguistics-Legal English
PhD Candidate-Legal Translation
Lawyer since 1993
Mediator Rule 31-USA
Mediator CNJ-Brazil
Cambridge ILEC - Legal English - Certification
ESL Teacher Since 1989 (Yázigi - BR, English Office - BR, Berlitz USA, etc.)
Legal English Teacher - Veirano Advogados Associados, AES Energy, Gerdau, etc.
Member of the Bar Assoc. (OAB) Mediation Committee
IMI Member (Int'l Mediation Institute - The Hague - Netherlands)
Int'l Lecturer - Conferences: CIAED (Virtual Ed. / ABED), DUO VII (PUC), EVIDOSOL (UFMG), CILTEC (ESL / EAD), CELSUL (UFSM), I CIDI (Feevale), VII Colóquio Linguagem (UNISC), St. Pete's Conference on World Affairs, etc.
Spanish High School Teacher-Public Schools-USA
TED Translator & Proofreader ("Al Gore alerta sobre as últimas tendências climáticas", "Kamal Meattle fala sobre como gerar seu próprio ar fresco", "Murray Gell-Mann fala sobre a origem das línguas", "Andy Hobsbawm diz: "Preserve a natureza", "Joachim de Posada diz: "Não coma o marshmellow"" "Entrevista a WKNO" e outros)
St. Jude Children Research Hospital Translator
Dr. Mitidiero - Direito - UFRGS - Books and Articles Translator
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Dr. Aertsen - Univ. de Louvain - Belgium - Interpreter - OAB
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