Impostos para tradutores freelancer em Portugal
Thread poster: pbuckley
pbuckley
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Jan 19, 2015

Olá,

Agradecia a quem me pudesse ajudar ou esclarecer em relação a esta questão: estou atualmente a viver fora de Portugal e a trabalhar como freelancer, mas estou a ponderar regressar e mudar a minha morada fiscal para lá.
Contudo, uma das questões que mais me preocupa é a carga fiscal para os trabalhadores independentes. Consegui encontrar alguma informação na Internet (por exemplo, é provável que tivesse de pagar 37% de IRS) e vou contactar um técnico de contas para obter todos os detalhes, mas gostava de ouvir de quem efetivamente já trabalha como freelancer em Portugal.
Como funcionam os impostos? Há forma de reduzir o peso fiscal? Quanto se costuma pagar em média por ano?

Agradeço qualquer informação!


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Inga Petkelyte  Identity Verified
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Olá, colega! Jan 19, 2015

Seja bem-vindo.
O IRS, de facto, começa com 21,5% + 3% chamada solidariedade e MAIS as contribuições para a segurança social.
Eu não aguentei, desisti. Já não fazia sentido trabalhar, empregar os meus próprios meios e dar mais da metade dos rendimentos para não se sabe que.

Espero que algum outro colega tenha um pouco mais optimismo.


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expressisverbis
Portugal
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A carga fiscal e/ou a contribuição devida à S.S. Jan 21, 2015

vai variar de acordo com os rendimentos anuais que auferir.
O IVA é atualmente de 23% e o IRS de 25%, no caso de ter de começar a descontar.
Se auferir menos do que 10.000 euros por ano, está isento. Ao ultrapassar este valor deve comunicar a situação às finanças previamente (não me recordo da data ao certo, mas penso que mal ultrapasse esse montante deve fazê-lo o quanto antes).
Além da contribuição fiscal (a ser paga de três em três meses, caso assim haja lugar a isso), existe igualmente a contribuição para a Segurança Social a ser feita mensalmente até ao dia 20.
É verdade que são pesados todos estes impostos, mas há sempre formas jurídicas de poder "aliviar" esse fardo.
O melhor, de facto, é aconselhar-se com um TOC ou um ROC, pois recebe uma melhor orientação.
Mais colegas, de certeza, que terão outras respostas mais "completas" do que a minha.
Cumprimentos e tudo de bom,
expressisverbis


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PT2015
Portugal
Mais optimista Feb 5, 2015

Olá colega,

Vi o seu tema e como tenho curiosidade sobre estes temas (o dos freelancers) afinal eu também sou um dos "felizes" contemplados, decidi procurar algo sobre o assunto e, com sinceridade o tema IMPOSTOS assusta qualquer um (digo eu), mas anime-se e cá em PT é possível trabalhar sim, e claro vai depender dos seus clientes (a morada fiscal deles). isto tudo baseado no que eu tive oportunidade de ler num bestial espaço online, que passo a deixar aqui o endereço; http:///contabilistas.info procure lá sobre o tema, penso que o ajudará.


Cumps,
M.Rocha

pbuckley wrote:

Olá,

Agradecia a quem me pudesse ajudar ou esclarecer em relação a esta questão: estou atualmente a viver fora de Portugal e a trabalhar como freelancer, mas estou a ponderar regressar e mudar a minha morada fiscal para lá.
Contudo, uma das questões que mais me preocupa é a carga fiscal para os trabalhadores independentes. Consegui encontrar alguma informação na Internet (por exemplo, é provável que tivesse de pagar 37% de IRS) e vou contactar um técnico de contas para obter todos os detalhes, mas gostava de ouvir de quem efetivamente já trabalha como freelancer em Portugal.
Como funcionam os impostos? Há forma de reduzir o peso fiscal? Quanto se costuma pagar em média por ano?

Agradeço qualquer informação!


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CristinaPereira  Identity Verified
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Mais de 50% dos renndimentos vão para o Estado (consoante a situação) Feb 20, 2015

Boa tarde,

De facto a carga fiscal assusta qualquer um. Com base nos rendimentos, o IRS é de 25% (pelo menos no meu caso) e as prestações para a Segurança Social são de 29,6%. Basicamente, mais de 50% dos nossos rendimentos vão para o Estado. Ainda agora estive na Segurança Social e informaram-me que é possível pedir para baixar dois escalões independentemente dos rendimentos, mas para mim cheira-me a truque (devem fazer os acertos depois).

Se fosse a si, continuava no Reino Unido (penso que é onde se encontra?). De facto, conheço uma colega que, entre outras razões, se mudou para lá precisamente porque a carga fiscal é mais baixa.

Espero ter ajudado,

Cristina


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Rosa Alves  Identity Verified
Portugal
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Não é truque Feb 26, 2015

CristinaPereira wrote:

Ainda agora estive na Segurança Social e informaram-me que é possível pedir para baixar dois escalões independentemente dos rendimentos, mas para mim cheira-me a truque (devem fazer os acertos depois).



Não há truque nenhum no pedido de redução de escalão. Ou melhor, o truque é: paga menos e, portanto, se e quando precisar, vai receber menos, como é óbvio. Agora, acertos não há. Além disso, se pedir para baixar de escalão, não poderá deduzir isso no IRS (acho que estão a oferecer a possibilidade de dedução no IRS de uma pequena parte da contribuição paga se estiver no escalão certo). É uma questão de fazer contas e de saber o que lhe interessa a si.

Quanto aos outros impostos, tem de ver qual a forma de contabilidade que mais compensa no seu caso. Eu mantenho uma actividade em Portugal. Os impostos são, de facto, muito mais elevados do que quando comecei, mas tentando compensar isso com preços decentes, é perfeitamente possível viver de tradução.

Cumprimentos,
Rosa

[Editado em 2015-02-26 14:54 GMT]


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CristinaPereira  Identity Verified
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@ Rosa Feb 26, 2015

Olá Rosa,

Desculpe, mas não percebo como é que o pedido de redução de escalão implica receber menos. Se eu recebo o que tenho a receber, como é que isso é feito? Ou está a falar de eventuais subsídios da SS?

Eu também mantenho a minha actividade em Portugal, os impostos também são muito mais elevados do que quando comecei e vivo da tradução, só acho que não devia ter de dar mais de 50% dos meus rendimentos para o Estado em troca de praticamente nada, como, por exemplo, o facto de poder vir a não ter reforma quando chegar o momento de a receber. Mas este era um assunto que dava pano para mangas...

Cumprimentos,

Cristina


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Teresa Borges
Portugal
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@Cristina Feb 26, 2015

Acho que tocou na ferida. A meu ver, o problema não está na carga fiscal que cada um suporta, mas no que se recebe (ou não) em troca… Há países europeus – os nórdicos, por exemplo – onde o peso dos impostos é superior ao nosso em percentagem do PIB. Mas o facto é que os contribuintes desses países recebem, em contrapartida dos seus impostos, serviços bem melhores (educação, saúde, etc.) do que aqueles que recebe o cidadão português. Basta, à falta de outros dados, comparar o valor do ordenado mínimo de alguns países europeus (arredondei os números).

Alemanha: não tem
Áustria: não tem
Bélgica: 1.500 EUR
Chipre: 750 EUR
Dinamarca: não tem
Espanha: 650 EUR
França: 1.400 EUR
Grécia: 700 EUR
Itália: não tem
Luxemburgo: 1.600 EUR
Países Baixos: 1.400 EUR
Portugal: 500 EUR
Suécia: não tem

Palavras para quê?


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expressisverbis
Portugal
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Também fiquei confusa Feb 27, 2015

Quem pede a redução e é aceite, não entra em linha de conta no IRS?
Vou tentar saber junto do meu contabilista. É que, com ou sem redução, estamos a descontar mensalmente para a SS e tal não entrar nas contas para efeitos de IRS não faz sentido, já que é dinheiro que nos sai dos bolsos e... do suor do trabalho.


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expressisverbis
Portugal
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Sobre a redução de escalão Feb 27, 2015

Rosa Alves wrote:

CristinaPereira wrote:

Ainda agora estive na Segurança Social e informaram-me que é possível pedir para baixar dois escalões independentemente dos rendimentos, mas para mim cheira-me a truque (devem fazer os acertos depois).



Não há truque nenhum no pedido de redução de escalão. Ou melhor, o truque é: paga menos e, portanto, se e quando precisar, vai receber menos, como é óbvio. Agora, acertos não há. Além disso, se pedir para baixar de escalão, não poderá deduzir isso no IRS (acho que estão a oferecer a possibilidade de dedução no IRS de uma pequena parte da contribuição paga se estiver no escalão certo). É uma questão de fazer contas e de saber o que lhe interessa a si.

Quanto aos outros impostos, tem de ver qual a forma de contabilidade que mais compensa no seu caso. Eu mantenho uma actividade em Portugal. Os impostos são, de facto, muito mais elevados do que quando comecei, mas tentando compensar isso com preços decentes, é perfeitamente possível viver de tradução.

Cumprimentos,
Rosa

[Editado em 2015-02-26 14:54 GMT]


Rosa,
Não sei se a entendi bem quanto ao que afirma que "não poderá deduzir isso no IRS (acho que estão a oferecer a possibilidade de dedução no IRS de uma pequena parte da contribuição paga se estiver no escalão certo)."
Perguntei ao meu contabilista que me disse que nunca ouviu falar em tal.
A segurança social apenas incide sobre os valores declarados no IRS, no caso, neste momento, paga sobre os valores declarados em 2013.
Cumprimentos,
expressisverbis


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Rosa Alves  Identity Verified
Portugal
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Esclarecimento Feb 27, 2015

Olá, olá!

Desculpem se fui confusa.

Cristina: sim, estou a falar de eventuais subsídios.
E claro que concordo consigo nos restantes pontos

Expressisverbis: eu estou em contabilidade simplificada e, portanto, não posso deduzir a segurança social como custo da minha actividade. Esse custo está incluído naqueles 20 ou 25%, já nem sei, considerados automaticamente como custo pelas Finanças. É claro que isso depois muda consoante o regime em que estiver.
Quanto à possibilidade de dedução de uma pequena percentagem da contribuição da SS no IRS, em contabilidade simplificada e se estiver no escalão certo, isso veio de uma notícia que eu tinha lido em Dezembro. Mas honestamente, não sei se isso foi para a frente porque eu acabei por decidir pedir o reenquadramento.

Aqui vai o link da notícia que tinha lido:
http://www.idealista.pt/news/financas-pessoais/financas/2014/10/21/23895-irs-2015-trabalhadores-independentes-passam-a-poder-deduzir-descontos-para-a


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CristinaPereira  Identity Verified
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Sobre a alteração de escalões Feb 27, 2015

É verdade que se pode pedir para subir (sim, há quem o faça, a pensar em vir a ter uma melhor reforma) ou descer 2 escalões, independentemente dos rendimentos. A funcionária da SS repetiu-mo umas 3 vezes depois de eu mencionar a questão dos rendimentos. Diz que se a pessoa acha que não pode comportar a prestação mensal que pode pedir para baixar. Só que quando a esmola é muita o pobre desconfia... Mas a minha contabilista também o confirmou. Eu tenho medo é das eventuais consequências, caso o escalão não seja o correspondente.

Mas este pedido de alteração de escalão tem de ser feito no mês certo. Eu fi-lo agora em Fevereiro e se não me engano o próximo é em Junho, mas sugiro a quem estiver interessado que se informe junto da SS ou do contabilista.

Outra forma de não pagar aquilo que não se deve é fechar actividade quando se prevê que não vai haver trabalho durante algum tempo. Nesse tempo não há prestações a pagar.


@ Teresa: obrigada pela informação, que foi bastante ilustrativa, infelizmente

Cristina


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pbuckley
United Kingdom
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TOPIC STARTER
Obrigada Mar 8, 2015

Olá a todos,
Desculpem não ter voltado ao tema, mas tenho estado com muito trabalho.
Queria agradecer a toda a gente pelos comentários e a ajuda.
Creio que, de momento, me vou manter a pagar impostos em Inglaterra.
Pagar mais de 50% dos rendimentos em impostas seria incomportável na situação em que me encontro atualmente.
De qualquer forma, vou contactar um contabilista para obter informação "oficial"

Mais uma vez, obrigada!


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Manuela Domingues  Identity Verified
Portugal
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POR CONTA DE OUTREM E FREELANCE Mar 19, 2015

Boa tarde,

Ia mesmo publicar um tópico sobre este assunto, mas como a colega já o fez, apenas me vou pronunciar sobre o facto de que admiro muito os colegas, que conseguem viver apenas da tradução. Era o meu sonho, mas, de momento, estou com muitas dúvidas, pois trabalho por conta de outrem, tendo vencimento garantido no final do mês, e há 2 meses que tenho iniciado colaboração com algumas agências de tradução. A questão é que me pagam todas, mas, não estou a aguentar o ritmo de trabalho, entre ser dependente, independente e com bebé.
Já aconteceu deitar-me às 4h, para ter de me erguer às 06h30. Trabalho imenso, e realmente é gratificante receber esse dinheiro que tanto me faz falta. No entanto, apesar de ser efectiva na empresa onde trabalho, já ponderei sair porque não gosto muito do meu trabalho, e gostava mesmo de traduzir em casa. O que me preocupa é mesmo isso: os encargos fiscais, e até que vontade valerá a pena.


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