Impostos comem 40% do que ganhamos?!
Thread poster: Rita Simoes
Rita Simoes
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May 28, 2007

Caros colegas,

Apesar de já fazer traduções há uns anos, só há dois é que me colectei como tradutora e só agora começo a aperceber-me do que as Finanças nos levam. Agradecia imenso que vocês, mais experientes, me confirmassem isto: tendo eu ultrapassado os tais 10 000 euros por ano de recibos verdes passados, informaram-me nas Finanças que para o ano começo a pagar IVA. Além disso, começo, desde já, a ser obrigada a pedir às empresas para que trabalho para fazerem retenção na fonte. Isto, só para eu perceber, quer dizer que, no conjunto, as Finanças nos comem à volta de 40% do que ganhamos (os 20% de IRS mais o IVA)? Isto é inacreditável e por isso pergunto, a ver se percebi alguma coisa mal!

Obrigada pela ajuda!

Rita


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MLeiria  Identity Verified
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Re: Impostos comem 40% do que ganhamos?! May 28, 2007

Olá Rita,

O IVA que tem de pagar ao Estado vai por sua vez recebê-lo dos seus clientes porque o acresce nos seus recibos; portanto, em última análise, embora a responsabilidade do pagamento seja sua, a despesa reflecte-se nos clientes.
Já quanto ao IRS retido, esse sai-nos mesmo da pele

Cumprimentos


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Rita Simoes
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Re: Impostos comem 40% do que ganhamos?! May 29, 2007

Obrigada pela sua resposta. Já percebi então como é, só espero que os meus clientes percebam todos que o IVA serão eles a ter de pagar e não eu a tirar dos meus honorários...
Obrigada!


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Ivana de Sousa Santos  Identity Verified
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Naturalmente que os seus clientes perceberão May 29, 2007

Se os clientes forem empresas, também vão apresentar o IVA que lhe pagam, por isso não têm problemas em pagá-lo (falo pela minha experiência, pois pensei que poderia perder os clientes, mas nenhum se importou com o facto de eu ter passado a cobrar IVA).

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Rita Simoes
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Era essa a dúvida May 29, 2007

É esse precisamente o meu medo, mas tendo em conta que são todos empresas não deve haver problema então. No caso dos clientes estrangeiros, pelo que me disseram nas Finanças, o problema nem se põe, porque há isenção de IVA segundo o artigo 6 do código do IVA.
Obrigada pelos esclarecimentos


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Clara Duarte  Identity Verified
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Empresas/Particulares May 29, 2007

As empresas estão mais que habituadas a pagar IVA. No caso de empresas na UE, não se deduz o IVA. Não será um problema, acredite.

Nos clientes particulares, nem sempre pedem recibo e, na realidade, se não pedem, não temos que passar. Poderá aparecer um colega que discorde da minha posição, dizendo que é uma postura pouco ética, mas eu não penso assim.


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Rita Simoes
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Empresas estrangeiras May 29, 2007

Para dizer a verdade, até agora nunca passei recibo verde (nem declarei) os trabalhos que fiz para empresas estrangeiras. A maioria foi pequenos trabalhos, alguns feitos para empresas americanas e australianas. Nesses casos, nem penso declarar.
Mas ultimamente tenho tido mais volume de trabalho de uma empresa espanhola e resolvi reconsiderar: passar ou não passar recibo verde (vi as discussões anteriores sobre isto e parece-me que faz sentido não passar, mesmo que se declare, mas nas Finanças disseram-me que tem de ser), declarar ou não...
Resolvi declarar (o que implica passar agora recibos verdes de Janeiro, Fevereiro e Março), só para evitar o sentimento de insegurança pelo medo de as finanças dos dois países cruzarem dados... Gostava de vos ouvir também sobre isto: se tiveram a dúvida e o que fazem no que diz respeito aos recibos e à declaração (por exemplo, se sempre é preciso ou não entregar o Anexo J).

No que diz respeito a facturas entre colegas, também não acho que seja pouco ético, tal como não acho que se deva ir a correr às Finanças declarar o dinheiro que passa entre pais e filhos, como temos ouvido ultimamente nas notícias...


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Sandrinha  Identity Verified

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Controle fiscal May 29, 2007

Olá a todos,

Já agora queria saber se algum de vocês teve um controle fiscal, e será que as Finanças andam mesmo a cruzar dados com os nossos clientes «estrangeiros»?

Obrigada


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Ivana de Sousa Santos  Identity Verified
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Controlo fiscal May 30, 2007

Olá Sandrine.

O controlo fiscal é aleatório, a não ser que as finanças tenham alguma questão relativamente à tua declaração (aconteceu isso com o Mário há 2 anos pois a empresa não declarou o valor correcto que ele recebeu, por isso o valor que ele declarou não bateu certo com o que eles tinham e ele foi lá chamado).

As finanças não andam a cruzar dados com clientes estrangeiros e, segundo um primo meu que trabalha nas Finanças, nem sequer têm maneira de controlar isso, daí ele me ter dito que apesar de ter de preencher o anexo J, se não o fizesse as finanças não tinham como controlar.

Acabei por preenchê-lo como faço todos os anos, pois prefiro não preencher apenas se tiver a certeza de que não o devo fazer.

E sem falar em ética ou moral, porque o objectivo do meu comentário seguinte não é criticar quem declara ou não declara, sou da opinião que devemos declarar tudo o que recebemos, pois se vamos fugindo aos impostos, e são tantos a fazê-lo, o país não pode avançar. E mais, vai-nos aumentando os impostos cada vez mais porque o Estado tem de ir buscar receitas a algum lado.


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Ivana de Sousa Santos  Identity Verified
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Anexo J May 30, 2007

Rita,

Quanto ao Anexo J tenho neste momento o caso a ser analizado pela Deco porque ouvi várias versões:

- As Finanças de Leiria dizem que tenho que o preencher porque os rendimentos são do estrangeiro

- O meu primo que trabalha nas finanças falou com um colega perito em recibos verdes que diz que tenho de preencher porque não tenho sede estável (segundo ele "um escritório")

- Os Serviços do IRS para onde escrevi a perguntar sobre o Anexo J responderam-me a dizer que tenho de o preencher porque TENHO sede estável

- Telefonei para a Deco, que diz que a sede estável não diz respeito a nós, mas sim aos clientes estrangeiros porque quem pode ter dese estável são os clientes e nunca nós. Ficaram, no entanto, de analizar melhor a questão e de me darem uma resposta. Já lá vão 3 semanas...


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Rita Simoes
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Anejo J May 30, 2007

Cara Ivana,

Obrigada pelos esclarecimentos. Vejo que isto é complicado para todos! A mim nas Finanças não falaram do Anexo J e um contabilista a quem perguntei também disse que não era preciso.
A mim o que me faz confusão é que, como nós, deve haver muitos outros milhares de contribuintes que prestam serviços para empresas estrangeiras! Ou seja, a situação não deveria ser assim tão rara e estranha para que haja tanta dúvida...
Já agora, outra dúvida nisto de impostos: têm ideia a partir de que rendimentos anuais ou em que tipo de situações é que é melhor para nós começarmos a ter contabilidade organizada ou até constituirmo-nos como empresas?

Obrigada pela ajuda!


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