Translation contest

Mário Seita has won the English to Portuguese translation contest
Thread poster: Florencia Vita
Florencia Vita
Florencia Vita
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SITE STAFF
Contest entry #498438 Jan 29, 2007

Dear members,

I am very happy to announce that Mário Seita has won the English into Portuguese section of ProZ.com first translation contest.

A total of 13 translations were received for this language pair. The ones that received at least 2 votes are shown in the contest page, including the name of the poster, and the amount of votes and the comments received by each of these
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Dear members,

I am very happy to announce that Mário Seita has won the English into Portuguese section of ProZ.com first translation contest.

A total of 13 translations were received for this language pair. The ones that received at least 2 votes are shown in the contest page, including the name of the poster, and the amount of votes and the comments received by each of these entries.

The general results were:
  • 5 votes for the translation submitted by Mário Seita
  • 3 votes for the translation submitted by Elisabete Cunha
  • 2 votes for the translation submitted by CristinaPereira


    The source text for this contest was:


    When she moved into his tiny house in Stroud, and took charge of his four small children, Mother was thirty and still quite handsome. She had not, I suppose, met anyone like him before. This rather priggish young man, with his devout gentility, his airs and manners, his music and ambitions, his charm, bright talk, and undeniable good looks, overwhelmed her as soon as she saw him. So she fell in love with him immediately, and remained in love for ever. And herself being comely, sensitive, and adoring, she attracted my father also. And so he married her. And so later he left her - with his children and some more of her own.

    When he'd gone, she brought us to the village and waited. She waited for thirty years. I don't think she ever knew what had made him desert her, though the reasons seemed clear enough. She was too honest, too natural for this frightened man; too remote from his tidy laws. She was, after all, a country girl; disordered, hysterical, loving. She was muddled and mischievous as a chimney-jackdaw, she made her nest of rags and jewels, was happy in the sunlight, squawked loudly at danger, pried and was insatiably curious, forgot when to eat or ate all day, and sang when sunsets were red. She lived by the easy laws of the hedgerow, loved the world, and made no plans, had a quick holy eye for natural wonders and couldn't have kept a neat house for her life. What my father wished for was something quite different, something she could never give him - the protective order of an unimpeachable suburbia, which was what he got in the end.

    The three or four years Mother spent with my father she fed on for the rest of her life. Her happiness at that time was something she guarded as though it must ensure his eventual return. She would talk about it almost in awe, not that it had ceased but that it had happened at all.



    And Mário Seita's winning translation into Portuguese was:



    Quando se mudou para a minúscula casa dele em Stroud e começou a tomar conta dos quatro filhos pequenos dele, a Mãe tinha trinta anos e ainda era bastante atraente. Jamais conhecera, digo eu, alguém como ele. Esse homem ainda novo, assaz presunçoso, com a sua gentileza devota, o seu ar e maneirismos, a sua música e ambições, o seu charme, falinhas mansas e beleza inegável, conquistou-a no momento em que o viu pela primeira vez. Por isso, ela apaixonou-se imediatamente e para sempre continuou apaixonada. Sendo ela tão agradável, sensível e adorável, também o meu pai foi atraído por ela. E assim, casou com ela. E assim, mais tarde, a deixou – com os filhos dele e mais alguns dela.

    Quando ele se foi embora, ela levou-nos para a aldeia e ficou à espera. Trinta anos esperou. Acho que ela nunca soube o que o fez abandoná-la, apesar de os motivos estarem à vista de todos. Ela era demasiado honesta, demasiado natural para este homem medroso; demasiado distante das suas leis todas certinhas. Afinal, ela era uma moça do campo, desordenada, histérica, dedicada. Era trapalhona e traquinas como uma gralha, fazia o ninho com farrapos e jóias, estava feliz quando brilhava o sol, guinchava estridentemente a um sinal de perigo, era intrometida e possuía uma curiosidade insaciável, umas vezes esquecia-se de comer, outras não fazia senão comer, e cantava quando o sol se punha com tons avermelhados. Vivia segundo as leis simples das sebes do jardim, amava o mundo e não fazia planos, tinha um olho sagrado para as maravilhas naturais e não conseguia manter a casa arrumada por nada deste mundo. Aquilo que o meu pai queria era algo muito diferente, algo que ela jamais lhe poderia dar – a ordem protectora de um irrepreensível subúrbio londrino, coisa que afinal acabou por ter.

    Os três ou quatro anos que a Mãe viveu com o meu pai alimentaram-na para o resto da vida. A felicidade que então sentira foi algo que guardou para sempre, como se isso pudesse assegurar o seu eventual regresso. Costumava falar desse tempo quase com admiração, não de que tivesse acabado, mas de que tivesse alguma vez acontecido.



    This topic is an announcement only. To congratulate those members who took part, please write to them directly via their profiles. To discuss your experience as a participant in the contest (as a contestant or a voter), please use this thread: http://www.proz.com/topic/67110

    Please find the guidelines and general information for the contest here.

    Thank to all participants for devoting your time, effort and passion on this first ProZ.com's translation contest

    Regards,
    Florencia


    [Subject edited by staff or moderator 2007-02-27 20:22] ▲ Collapse


 
Contest entry #506454
Contest entry #506454 Feb 9, 2007

Quando ela se mudou para a sua minúscula casa em Stroud e tomou a cargo os seus quatro filhos pequenos, a Mãe estava nos seus 30 anos e ainda era bastante bonita. Calculo que nunca tivesse conhecido ninguém como ele anteriormente. Aquele jovem algo pedante, assumidamente pretensioso, com os seus modos e rebates de superioridade, a sua música e as suas ambições, o seu encanto, a sua conversa inteligente e inegável beleza arrebatou-a assim que ela o viu. Por isso, imediatamente se apaixonou... See more
Quando ela se mudou para a sua minúscula casa em Stroud e tomou a cargo os seus quatro filhos pequenos, a Mãe estava nos seus 30 anos e ainda era bastante bonita. Calculo que nunca tivesse conhecido ninguém como ele anteriormente. Aquele jovem algo pedante, assumidamente pretensioso, com os seus modos e rebates de superioridade, a sua música e as suas ambições, o seu encanto, a sua conversa inteligente e inegável beleza arrebatou-a assim que ela o viu. Por isso, imediatamente se apaixonou por ele, sentimento que não mais a largou durante o resto da vida. E sendo ela própria graciosa, sensível e adorável, atraiu também o meu pai. Por isso, ele casou-se com ela. E por isso, mais tarde, abandonou-a – com os seus filhos e mais alguns que ela entretanto tivera.

Quando ele partiu, ela trouxe-nos para a aldeia e esperou. Esperou 30 anos. Penso que ela nunca soube o que o levou a abandoná-la, embora as razões parecessem suficientemente claras. Ela era demasiado honesta, demasiado natural para aquele homem contido. Encontrava-se demasiado distante das suas leis organizadas. Ela era, afinal de contas, uma rapariga do campo: desorganizada, histérica, adorável. Era desordenada e irrequieta como uma gralha na chaminé, fazia o seu ninho com trapos e jóias, era feliz quando estava ao sol, grasnava alto quando pressentia o perigo, era bisbilhoteira e insaciavelmente curiosa, esquecia-se de comer ou comia durante todo o dia e cantava quando via pores-do-sol avermelhados. Vivia segundo as leis tranquilas do campo, amava o mundo e não tinha quaisquer planos, apercebia-se rapidamente, como de algo de sagrado, das maravilhas da natureza e não poderia ter mantido uma casa arrumada em toda a sua vida. O que o meu pai desejava era algo bastante diferente, algo que ela nunca poderia dar-lhe – a ordem protectora de uma casa de subúrbio irrepreensível, aquilo que ele acabou por ter.

Os três ou quatro anos que a Mãe passou com o meu pai foram o alimento do resto da sua vida. A sua felicidade durante aquela época era um tesouro que ela protegia como se fosse a garantia do seu possível regresso. Ela falava nisso quase com reverência, não por ter terminado, mas pelo simples facto de sequer ter acontecido.


This translation received 2 votes and the following comments:
  • Parabéns. É um prazer ler o seu texto.
  • Very good !!!

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Contest entry #508310
Contest entry #508310 Feb 12, 2007

Quando se mudou para a minúscula casa dele em Stroud e começou a tomar conta dos quatro filhos pequenos dele, a Mãe tinha trinta anos e ainda era bastante atraente. Jamais conhecera, digo eu, alguém como ele. Esse homem ainda novo, assaz presunçoso, com a sua gentileza devota, o seu ar e maneirismos, a sua música e ambições, o seu charme, falinhas mansas e beleza inegável, conquistou-a no momento em que o viu pela primeira vez. Por isso, ela apaixonou-se imediatamente e para sempre cont... See more
Quando se mudou para a minúscula casa dele em Stroud e começou a tomar conta dos quatro filhos pequenos dele, a Mãe tinha trinta anos e ainda era bastante atraente. Jamais conhecera, digo eu, alguém como ele. Esse homem ainda novo, assaz presunçoso, com a sua gentileza devota, o seu ar e maneirismos, a sua música e ambições, o seu charme, falinhas mansas e beleza inegável, conquistou-a no momento em que o viu pela primeira vez. Por isso, ela apaixonou-se imediatamente e para sempre continuou apaixonada. Sendo ela tão agradável, sensível e adorável, também o meu pai foi atraído por ela. E assim, casou com ela. E assim, mais tarde, a deixou – com os filhos dele e mais alguns dela.

Quando ele se foi embora, ela levou-nos para a aldeia e ficou à espera. Trinta anos esperou. Acho que ela nunca soube o que o fez abandoná-la, apesar de os motivos estarem à vista de todos. Ela era demasiado honesta, demasiado natural para este homem medroso; demasiado distante das suas leis todas certinhas. Afinal, ela era uma moça do campo, desordenada, histérica, dedicada. Era trapalhona e traquinas como uma gralha, fazia o ninho com farrapos e jóias, estava feliz quando brilhava o sol, guinchava estridentemente a um sinal de perigo, era intrometida e possuía uma curiosidade insaciável, umas vezes esquecia-se de comer, outras não fazia senão comer, e cantava quando o sol se punha com tons avermelhados. Vivia segundo as leis simples das sebes do jardim, amava o mundo e não fazia planos, tinha um olho sagrado para as maravilhas naturais e não conseguia manter a casa arrumada por nada deste mundo. Aquilo que o meu pai queria era algo muito diferente, algo que ela jamais lhe poderia dar – a ordem protectora de um irrepreensível subúrbio londrino, coisa que afinal acabou por ter.

Os três ou quatro anos que a Mãe viveu com o meu pai alimentaram-na para o resto da vida. A felicidade que então sentira foi algo que guardou para sempre, como se isso pudesse assegurar o seu eventual regresso. Costumava falar desse tempo quase com admiração, não de que tivesse acabado, mas de que tivesse alguma vez acontecido.


This translation received 5 votes and the following comments:
  • Had some difficulty choosing between two, but appart from 1/2 questionable translation options is ok
  • There is only one other entry I like almost as much as this one. Very close to very good.

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Contest entry #508714
Contest entry #508714 Feb 12, 2007

Quando ela se mudou para a pequena casa dele, em Stroud e tomou conta dos seus quatro filhos, a minha Mãe tinha os seus trinta anos e era ainda uma mulher muito atraente. Julgo que nunca tinha conhecido ninguém como ele. Este homem bastante altivo, com a sua cortesia devota, os seus ares e os seus modos, a sua música e as suas ambições, o seu charme, a sua conversa inteligente e a indiscutível beleza, fascinou-a desde o primeiro momento em que o viu. Perdeu-se de amores por ele e assim per... See more
Quando ela se mudou para a pequena casa dele, em Stroud e tomou conta dos seus quatro filhos, a minha Mãe tinha os seus trinta anos e era ainda uma mulher muito atraente. Julgo que nunca tinha conhecido ninguém como ele. Este homem bastante altivo, com a sua cortesia devota, os seus ares e os seus modos, a sua música e as suas ambições, o seu charme, a sua conversa inteligente e a indiscutível beleza, fascinou-a desde o primeiro momento em que o viu. Perdeu-se de amores por ele e assim permaneceu para sempre. E o facto dela ser graciosa, sensível e adorável, também atraiu o meu pai. E não tardou muito até que se casassem. Mais tarde, ele deixou-a – com os seus filhos e mais alguns do casal.

Quando ele partiu, ela trouxe-nos para a aldeia e esperou. Esperou trinta anos. Acho que ela nunca soube o porquê de ele a ter deixado, apesar dos motivos parecerem bastante óbvios. Ela era demasiado honesta, demasiado espontânea para este homem temeroso; demasiado distante das suas leis metódicas. Afinal, ela era uma rapariga do campo; desordenada, efusiva, adorável. Era confusa e traiçoeira como uma gralha, fez o seu ninho de trapos e jóias, era feliz ao Sol, soltava trinados perante o perigo, mexericava e era insaciavelmente curiosa, esquecia-se de comer ou comia todo o dia e cantava ao pôr-do-sol. Regeu a sua vida pelas leis fáceis da natureza, amou o mundo e não fez planos, gostava de admirar as maravilhas da natureza e não teria conseguido manter por muito tempo aquele estilo de vida. O que o meu pai tinha desejado era algo muito diferente, algo que ela nunca lhe poderia dar – a ordem protectora dos subúrbios, o que ele acabou por ter, afinal de contas.

As recordações daqueles três ou quatro anos que passou com o meu pai alimentaram-na para o resto da vida. Nessa época, a sua felicidade era algo que ela guardava, como se acreditasse ser uma garantia do seu eventual regresso. Ela falava sobre isso quase com reverência, não que tinha terminado, mas que não tinha sequer acontecido.



This translation received 3 votes and the following comment:
  • Despite a misplaced comma, I liked this one, although all have their good and bad points...

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Mário Seita has won the English to Portuguese translation contest






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